Itaú Investindo em Computação Quântica para Melhorar Serviços Financeiros
Por
Redação
O Itaú, o maior banco privado do Brasil, está investindo em computação quântica com uma equipe de aproximadamente 100 pesquisadores e 10 bolsistas com doutorado e pós-doutorado. Essa equipe está localizada no Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), que foi criado em 2020 para impulsionar a pesquisa aplicada e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Em uma entrevista ao Convergência Digital, Samuraí Brito, que lidera as tecnologias quânticas e é gerente executiva de ciência de dados do banco, destacou que o objetivo do instituto é acelerar a transição da pesquisa para a aplicação prática.
Atualmente, o foco está na utilização da computação quântica para otimizar portfólios, visando desenvolver uma solução que permita recomendações ilimitadas de investimentos para os clientes do Itaú. Brito explicou que, ao fazer recomendações, o banco analisa um pequeno conjunto de produtos e combinações, mas com a computação quântica, será possível expandir essa análise para milhares de produtos, resultando em recomendações mais personalizadas e precisas.
Além disso, o instituto está investigando algoritmos quânticos de machine learning, utilizando camadas quânticas em redes neurais para aprimorar o aprendizado. Uma das técnicas em estudo é o reinforcement learning, que ajuda a detectar transações fraudulentas ao mapear padrões.
Brito também mencionou que a computação quântica pode representar riscos para alguns algoritmos de criptografia. O Itaú está se preparando para isso, mapeando vulnerabilidades e adotando novos protocolos de segurança, embora reconheça que isso não elimina todas as ameaças futuras.
A executiva acredita que, entre 2028 e 2029, as primeiras aplicações comerciais de computação quântica devem ser lançadas, mesmo que não em todos os setores, considerando as etapas de correção de erros necessárias.
Fundado em 2008, o Itaú Unibanco é a maior instituição financeira da América Latina, operando em 18 países, com um foco predominante na região, mas também com presença na Europa, Estados Unidos e Ásia. Em 2025, o banco registrou um lucro de R$ 46,8 bilhões, um aumento de 13,1% em relação ao ano anterior, superando 100,3 milhões de clientes e contando com 82.693 colaboradores e quase 3 mil agências.
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