Hackers comprometem dados de clientes do banco digital Revolut em ataque sofisticado
Por
Redação
Recentemente, o Revolut, um dos principais bancos digitais do mundo, sofreu um ataque cibernético que resultou no vazamento de informações sensíveis de seus clientes. Os hackers conseguiram acessar dados como imagens de documentos, selfies para verificação, extratos bancários e históricos de transações.
O golpe foi realizado de forma astuta, com os criminosos utilizando um e-mail que parecia legítimo, pertencente a uma agência governamental britânica, para solicitar as informações. O banco não revelou quantos clientes foram impactados ou quais dados específicos foram comprometidos; essas informações foram obtidas por meio do investigador independente ZachXBT, que é respeitado no universo da blockchain.
Um porta-voz do Revolut confirmou ao site The Register que a instituição identificou um golpe de falsificação de identidade, onde um terceiro não autorizado fez solicitações fraudulentas de informações usando um e-mail legítimo. O banco informou que já entrou em contato com um número restrito de clientes afetados, que incluem figuras de destaque como CEOs, atletas e artistas.
Os criminosos ameaçam divulgar mais dados diariamente até que o Revolut pague um resgate de 10.000 Bitcoins, o que equivale a mais de 782 milhões de dólares. O ataque é considerado complexo, pois os hackers precisaram invadir a conta de e-mail de um funcionário público ou explorar vulnerabilidades no servidor de e-mail da agência.
Os sistemas bancários são projetados para detectar e bloquear e-mails de domínios falsos, mas o Revolut parece ter caído na armadilha ao responder rapidamente a um e-mail que parecia legítimo. Para evitar tais incidentes, é fundamental que as instituições financeiras confirmem a autenticidade das solicitações por meio de um segundo canal, como uma ligação telefônica.
O Revolut possui 70 milhões de clientes individuais e 800 mil contas empresariais, operando em mais de 40 países e gerando uma receita anual superior a 6 bilhões de dólares. No Brasil, a fintech britânica está em fase inicial, focando em nichos como viajantes e empresas que necessitam de contas multimoedas com câmbio eficiente.
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