Ministro do Desenvolvimento alerta sobre possíveis impactos de taxação dos EUA
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Agência Brasil
Na última terça-feira (2), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, apresentou uma análise sobre os efeitos financeiros e os setores que podem ser prejudicados caso os Estados Unidos implementem uma proposta de taxação de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo o ministro, os setores que mais sofreriam com essa medida incluem máquinas e equipamentos, que possuem alto valor agregado. Ele destacou que essa situação pode gerar grandes prejuízos, afetando empregos e a renda das indústrias. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também comentou sobre o tema, enfatizando a gravidade da situação.
Setores em risco
O MDIC identificou que a decisão de taxar produtos brasileiros pode impactar diretamente 21% das exportações do Brasil para os EUA. Os setores mais vulneráveis incluem:
- máquinas e equipamentos industriais;
- produtos de plástico;
- calçados;
- produtos de madeira, como esquadrias;
- papel cartão;
- ferro fundido;
- peixes e crustáceos.
A declaração do ministro foi feita em Brasília, ao lado do vice-presidente e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, em resposta ao relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugere a taxação.
Defesa da soberania
Márcio Rosa foi enfático ao afirmar que não haverá retrocesso em questões de soberania nacional, conforme a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele deixou claro que o sistema de pagamentos Pix não será objeto de negociação com os EUA.
O ministro criticou aqueles que dificultam o diálogo entre Brasil e Estados Unidos, mencionando especificamente o senador Flávio Bolsonaro, que teve uma agenda na Casa Branca recentemente. Rosa argumentou que ações como a tentativa de classificar facções criminosas como terroristas podem prejudicar a cooperação entre as autoridades brasileiras e americanas.
Ele ressaltou que o presidente Lula já apresentou propostas ao governo dos EUA sobre combate à corrupção, enfatizando a importância de manter a transparência e defender os interesses do povo brasileiro.
Articulação contínua
O ministro lembrou que o Brasil mantém canais de comunicação abertos com os EUA desde a reunião entre Lula e Donald Trump. Desde então, o governo brasileiro participou de várias reuniões com o USTR, buscando soluções para a questão tarifária.
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