Inovação no ponto de venda ao alcance do varejista

Inovar pode ser a chave do negócio, mas nem sempre é preciso fazer grandes investimentos, basta apenas ressignificar os equipamentos já existentes, como as impressoras de ponto de venda

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Durante muitos anos, o uso de impressoras fiscais no varejo era obrigatório para estabelecimentos com faturamento anual superior a R$ 120 mil. Mas isso mudou. Empresas do País todo devem ter, na maioria dos casos, apenas um software fiscal que faz a contabilidade do ponto de venda e a emissão da nota fiscal eletrônica (NFCe), independentemente do seu nível de faturamento.

As exceções estão no estado de São Paulo com o SAT, Ceará com o MF-e e Santa Catarina com o ECF, que são equipamentos específicos para a emissão dos documentos de venda. Porém, engana-se quem pensa que a NFCe significará o fim das impressoras no ponto de venda, pois os recibos de vendas ainda devem ser oferecidos aos clientes.

Contudo, a grande oportunidade está no fato de que esses equipamentos, antes instrumentos do fisco, passaram a ser uma solução de comunicação e relacionamento entre varejistas e consumidores – uma visão ainda mais inovadora pode transformá-los até mesmo em um mecanismo de remarketing offline.

Transformar é inovar

Uma pesquisa divulgada pela PwC Brasil mostrou que um terço dos consumidores faz compras online ao menos uma vez por semana, destes, 50% compram utilizando celulares.

Neste contexto, no qual os clientes estão cada vez mais distantes das lojas físicas, os varejistas precisam encontrar meios de se reinventar, para melhorar a experiência dos clientes na loja física e poder competir com a agilidade e a praticidade do mundo digital.

Inovar pode ser a chave do negócio, mas nem sempre é preciso fazer grandes investimentos, basta apenas ressignificar os equipamentos já existentes, como as impressoras de ponto de venda.

Ações simples que agilizam os processos de atendimento e apresentam ofertas exclusivas já são capazes de mudar e elevar o nível da experiência nas lojas físicas. Essa foi a aposta de uma das maiores redes de drogarias do Brasil.

Como parte de um processo de transformação, a empresa decidiu mudar radicalmente seu processo de administração de vendas de medicamentos controlados, rigidamente acompanhado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passando de um procedimento manual para digital.

Eles substituíram o carimbo preenchido manualmente por uma etiqueta impressa na hora, que já apresenta todas as informações obrigatórias, o que reduziu o tempo de atendimento e as filas de espera.

Outra ideia também adotada para os pontos de venda nas grandes redes de farmácias são os cupons de descontos. Hoje em dia, as novas tecnologias de impressoras específicas para PDVs também permitem que no mesmo equipamento sejam impressos outros conteúdos como cupons promocionais personalizados.

Por meio de dados previamente cadastrados, os clientes recebem informações de ofertas exclusivas, de acordo com o seu perfil de compra. Essa tecnologia permite reduzir o custo de impressão de panfletos e tabloides, além de tornar a comunicação mais assertiva por meio de campanhas diretas.

É uma forma de fazer remarketing offline, porém menos invasiva do que os anúncios que seguem os consumidores pelos navegadores de internet. Uma estratégia que também é muito útil para supermercados, por exemplo, que têm uma oferta muito grande de produtos, é instalar um totem na entrada da loja, onde o cliente se identifica e recebe impresso seu cupom de promoções personalizadas.

A impressora de ponto de venda é uma mídia de comunicação com o cliente, já está disponível no estabelecimento comercial, sem custo adicional relevante pode ser utilizada para potencializar as vendas, aprimorar o relacionamento com o consumidor e melhorar a sua experiência na loja, basta haver uma integração entre marketing e TI para explorar este potencial.

Mateus Larrabure é gerente de negócios da Epson no Brasil


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