Amazon está vendendo produtos vencidos, diz imprensa internacional

Segundo a CNBC, reclamações de clientes sobre o recebimento de itens alimentares com o prazo de validade vencidos foram feitas nos últimos meses

Os vendedores de alimentos estão entre os mais de 2,5 milhões de empresas que usam a Amazon diariamente para distribuição. O grupo corresponde por 58% do total de mercadorias vendidas da empresa. Contudo, o cenário para alguns consumidores da gigante parece não ser dos mais confiantes.

De acordo com relatório divulgado pela CNBC, muitas reclamações de clientes sobre o recebimento de itens alimentares com o prazo de validade vencidos foram feitas nos últimos meses.

Segundo a empresa, há análises de consumidores de produtos alimentícios que afirmam ter recebido alimentos vencidos por até um ano.

“Entrevistas com marcas, consumidores, vendedores e consultores terceirizados apontam brechas no sistema de tecnologia e logística da Amazon que permitem que itens expirados proliferem com pouca ou nenhuma responsabilidade. Os defensores da segurança do consumidor temem que, à medida que o mercado cresça, o problema só piore”, expôs a CNBC.

De quem é o problema?

O problema não parece ser da própria Amazon em vender os itens alimentares vencidos, e sim de seus vendedores terceirizados, o que não anula a gravidade do assunto.

Foto Unsplash

Em análise feita com 100 itens mais vendidos da Amazon, a CNBC diz que descobriu que pelo menos 40% dos vendedores tinham mais de cinco reclamações de clientes sobre produtos vencidos, um número relativamente alto.

As reclamações foram encontradas em fórmulas para bebês, cremes de café,  barras de carne seca, granola, molho de pimenta, além de bolachas Goldfish com seis meses e um pacote de 360 ​​unidades de creme de café que chegou com um “cheiro rançoso”.

Segundo a notícia, a Amazon disse à CNBC que os vendedores externos precisam fornecer à empresa datas de vencimento de itens alimentares e prometem não vender itens com menos de 90 dias restantes na data de vencimento a partir do momento em que são enviados.

A empresa usa supervisores humanos e de inteligência artificial para detectar violações de itens alimentares.

“A Amazon diz que alimenta dados de listagens e contas suspensas em seus sistemas de IA para que eles possam melhorar a detecção e o bloqueio de atividades suspeitas. Os moderadores humanos também podem desencadear uma investigação se receberem comentários sugerindo que um produto não é seguro. Na categoria de alimentos, a Amazon usa um banco de dados chamado “Heartbeat” para monitorar os comentários dos clientes por meio de análises, telefonemas, e-mails e feedback do vendedor por questões de segurança”, informa a CNBC.

 


LEIA MAIS

Depois do Amazon Prime, Magazine Luiza anuncia frete grátis no marketplace

Amazon cumprirá o Acordo de Paris antes dos 10 anos previstos

Amazon Prime chega ao Brasil: o que muda na hora das compras?