Varejo brasileiro cresce 2,3% em agosto

ICVA, indicador medido pela Cielo, mostra crescimento sem influência da inflação. Dia dos Pais e um sábado a mais no mês beneficiaram as vendas

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Foto: Unsplash

As vendas no varejo brasileiro cresceram 2,3% em agosto, na comparação com o mesmo mês no ano passado. Os dados são do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que desconta a inflação no período.

O resultado do mês foi beneficiado na comparação com o mesmo período do ano passado porque houve um sábado a mais, dia de vendas fortes, e uma quarta-feira a menos.

Ao ajustar o ICVA deflacionado para esses efeitos não recorrentes, a alta seria de 1,4%. O ICVA nominal, por sua vez, registraria alta de 4,8%.

Houve desaceleração no crescimento das vendas em relação a julho, quando o ICVA deflacionado registrou alta de 4,6%,

“Esta pequena desaceleração de julho para agosta está em linha com a trajetória que observamos desde o início do ano. O ritmo de crescimento do varejo vem arrefecendo. Parece que lojistas e consumidores ainda esperam uma melhora no cenário macroeconômico”, diz Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo.

Fonte: Cielo

Dia dos Pais

Sem descontar a inflação, as vendas cresceram 6% na semana do Dia dos Pais em relação ao mesmo período do ano passado. O setor de destaque foi o de Supermercados, que apresentou crescimento de 11,8%. O bloco de presenteáveis – Varejo Alimentício Especializado, Cosméticos, Óticas e Joalherias –, por sua vez, cresceu 2,1%.

Setores

Descontada a inflação, todos os blocos que compõem o ICVA apresentaram crescimento em agosto quando comparados com agosto do ano passado, exceto o bloco de Serviços.

No grupo de Bens Não Duráveis, o setor de Drogarias e Farmácias puxou o resultado para cima novamente, enquanto o setor de Veterinárias e Pet Shops puxou o indicador para baixo.

No bloco de Bens duráveis e semiduráveis, o destaque foi o setor de Vestuário e Artigos Esportivos, que contribuiu positivamente para o resultado. O setor de Óticas e Joalherias contribuiu negativamente para o resultado.

No grupo de Serviços, o crescimento foi puxado pelos setores de Alimentação em Bares e Restaurantes, enquanto o maior destaque negativo foi o setor de Turismos que puxou o índice para baixo.


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