Saraiva inicia venda de livros pela Amazon

Cerca de 3,9 mil livros foram adicionados no marketplace da Saraiva dentro da Amazon vendidos sob o antigo selo da editora

Saraiva

crédito: Divulgação

Para expandir sua atuação de mercado online, a Saraiva iniciou a venda de livros por meio do marketplace da Amazon no Brasil. Um catálogo com cerca de 3,9 mil títulos foi disponibilizado no site da gigante varejista.

As publicações serão vendidas com entrega e selo de sua rede original, a Livrarias Siciliano. O nome foi adquirido pela Saraiva em 2008 e, por enquanto, a empresa não divulgou o motivo de retornar ao nome antigo.

Em comunicado, a Saraiva expôs que a alternativa é uma forma de “reforçar a estratégia de negócios e ampliar a capilaridade e oferta de produtos, além de melhorar seu posicionamento multicanal”.

A empresa já faz a venda de seus livros em outros grandes varejistas, como Americanas, Magazine Luiza, Submarino, Shoptime  todos parte da B2W e Mercado Livre.

Crise na Saraiva

Vale lembrar que a Saraiva enfrenta uma forte crise econômica. No ano passado a empresa se envolveu em um processo judicial que prevê o pagamento de uma dívida de R$ 675 milhões devido a fornecedores e editoras.

No primeiro semestre do ano, a varejista anunciou o fechamento das lojas da rua São Bento e do shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo e duas em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ao todo, encerrou as operações de cerca de 20 unidades em 2018, quando a crise apertou. A empresa também saiu do segmento de eletrônicos para focar apenas em livros, games e outros produtos de entretenimento.

Momento delicado

2018 foi um ano difícil para o mercado editorial. Tanto é que os números não mentem: de acordo com levantamento feito pela Fipe, o setor teve queda de 0,9%, o que representa um decréscimo de 4,5%. A pesquisa encomendada pela Câmera Brasileira do Livro e pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros analisa os números das editoras em dois setores: mercado (venda em livrarias, bancas e etc) e governo (programas de compras para estudantes e bibliotecas escolares).

Vale lembrar que além da Saraiva, a livraria Cultura fechou lojas e chegou a abrir pedido de recuperação judicial. A crise do setor, agravada pela recessão que começou em 2014, explica essa queda.

O crescimento dos ecommerces especializados também afetaram diretamente a venda de livros em lojas físicas. Em 2018 elas representaram 50,45% do faturamento das editoras e 46,25% de exemplares comercializados. Veja os números abaixo:

Distribuidoras – 27,29%
Marketplaces – 26%
Escolas – 3,1%


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