Guerra comercial jogou o dólar acima dos R$ 4

A guerra comercial entre EUA e China tem afetado o mundo. Países da Ásia também devem ser duramente atingidos pelas medidas bilaterais

crédito: Agência Brasil

Depois de os Estados Unidos confirmarem a sobretaxa para produtos chineses – antes tributados a 10% do valor, e agora a 25% – a China anunciou retaliação. O Ministério das Finanças da China afirmou que as novas alíquotas devem variar entre 20% a 25% e começarão a ser empregadas a partir do dia 1º de junho.

O aumento na taxação dos produtos americanos pode significar 60 bilhões de dólares a mais a favor dos chineses, que continuam em desvantagem. As restrições americanas devem tirar 200 bilhões de dólares da China.

Em sua conta no Twitter, Donald Trump comentou a medida tomada pelo governo de Xi Jinping. Segundo o presidente americano, “a China não deveria retaliar. Só vai piorar se fizer isso”.

Impactos pelo mundo

No Brasil, tão logo foi feito o anúncio do aumento da taxação sobre os produtos americanos pelos chineses, o Ibovespa caiu 2,69%, chegando a 91.726 pontos ao fim do pregão da segunda-feira (13), quando foi anunciada a medida. O dólar também foi impactado, com aumento de 0,87% na cotação final da segunda-feira, sendo vendido a R$ 3,97. Durante o dia, o dólar bateu os R$ 4.

Na Ásia, os vizinhos da China também devem ser impactados pela guerra comercial. A Coreia do Sul deve perder quase 2 bilhões de dólares em exportações caso a tarifa empregada pelos chineses aos produtos americanos chegue a 25%. A estimativa foi feita pelo Institute for International Trade.

Algumas empresas começam a planejar a fuga da China, como é o caso da Asustek Computer, importante fabricante de computadores de mesa, que pretende deixar a China para evitar o impacto causado pela supertributação.

A Foxxcon, principal fornecedora da Apple, tentou antecipar-se à guerra e colocou a maior parte de sua produção em Taiwan. O problema é que Taiwan também deve ser impactada pela disputa, podendo ter o crescimento do seu PIB para 2019 reduzido dos estimados 2,1% para até 0,5%.