Vendas do varejo paulistano recuam 4,4% em março

Segundo a Associação Comercial de São Paulo, índice fica abaixo das expectativas para o começo do ano

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O volume de vendas do varejo da capital paulista caiu em média 4,4% em março, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O número é resultado da comparação com o mesmo período do ano passado. O sistemas a prazo e à vista declinaram, com queda de 5,8% e 2,9%, respectivamente.

Já no período acumulado de janeiro a março deste ano, as vendas cresceram em média 1,1% na comparação anual.

Comparação mensal

Em comparação com fevereiro, as vendas subiram em média 7,4% em março, bem abaixo do padrão sazonal, que varia entre 10% e 15% nessa época do ano. O sistema à vista caiu 1,2%; já as vendas a prazo saltaram 15,9% puxadas pela base fraca de fevereiro. A ACSP avalia que o consumidor aproveitou para comprar itens de maior valor parcelados na Black Friday no final de 2018 e nas liquidações de janeiro de 2019, derrubando as vendas a crédito em fevereiro.

Sazonalidade

De acordo com o economista da entidade, Marcel Solimeo, dois efeitos-calendários contribuíram para o resultado negativo: o dia útil a menos em março de 2019 e a data móvel do Carnaval (que em 2018 caiu em fevereiro e, neste ano, em março). “O Carnaval é uma data comercial fraca para o varejo como um todo”.

Solimeo enfatiza que o ritmo de recuperação da economia está lento neste início de ano em função do recuo na confiança do consumidor, do lento crescimento da massa salarial e do enfraquecimento da indústria ― que abalam a geração de emprego.

Para o economista, mesmo o crescimento no acumulado dos três primeiros meses do ano frustra as expectativas do mercado. “O dado trimestral elimina o efeito-calendário do Carnaval e outras sazonalidades. A média de 1,1% ficou abaixo das expectativas”, avalia Solimeo.