Wish se torna o terceiro maior marketplace dos EUA em meio à guerra comercial

O marketplace que só vende produto chinês se tornou o terceiro maior nos Estados Unidos. O Wish se aproveita de um mar de consumidores rechaçados por outros portais, como Amazon e eBay

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Em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China, um marketplace que vende produtos chineses para os americanos foi o destaque de 2018. O Wish passou a ser o terceiro maior marketplace de comércio eletrônico nos Estados Unidos em vendas. O aplicativo da varejista foi o app de compras mais baixado do mundo em 2018.

A empresa tem obtido sucesso ao acolher os 41% dos lares norte-americanos que têm liquidez mensal abaixo dos 400 dólares, segundo relatório do Fed, o Banco Central americano. O dono da empresa, o bilionário polonês Peter Szulczewski, afirma que o Wish tem foco nos clientes cujos cartões de crédito são recusados ​​na maioria das vezes nos dias antes do pagamento. É nesse janela que o marketplace tem ascendido entre os gigantes.

Cerca de 90 milhões de pessoas usam pelo menos uma vez por mês o Wish, segundo a Forbes. A empresa dobrou sua receita em 2018, chegando a 1,9 bilhão de dólares. Não significa, porém, que tenha lucro. Ela assume que perde cerca de 190 milhões de dólares por ano principalmente por conta das ações de marketplace. O Wish é um dos maiores anunciantes do Facebook e tem investido também em campanhas nas redes Pandora e Snapchat.

Apesar de se dedicar a comercializar produtos chineses, a empresa tem sua sede em San Francisco, nos Estados Unidos, e seu principal dono, Peter Szulczewski, trabalhou como engenheiro do Google antes de montar o terceiro maior marketplace dos Estados Unidos, perdendo apenas para Amazon e eBay.

Delivery

Além de aproveitar o mar de gente desprezado pelos marketplaces tradicionais, o Wish tem como diferencial os acordos que mantém com os serviços de correios da China e dos Estados Unidos, que permite ao portal de compras disponibilizar fretes na casa dos 2 dólares em uma transação entre Pequim e Nova York, por exemplo.  O produto pode demorar meses para chegar, mas o valor do frete é menor do que se o produto fosse enviado da Carolina do Norte.

Amazon de olho

A concorrência tem reclamado das práticas do Wish e do gigante chinês AliExpress (do Alibaba) sobre a existência de produtos falsificados nos portais. Preocupada com a ascensão desses portais, a Amazon lançou a seção “Barganhas” em seu marketplace, que disponibiliza produtos abaixo de 10 dólares. Mas a empresa de Jeff Bezos alega que mantém a idoneidade dos produtos nessa seção