Experiência até na conveniência: 7-Eleven quer clientes consumindo dentro da loja

Famosa pelo modelo “compre e leve”, a 7-Eleven, maior rede de lojas do mundo, está arrumando maneiras de deixar o consumidor mais tempo em suas lojas

Apesar de ser a maior operação de varejo do mundo em número de unidades, a 7-Eleven, especializada em vendas de conveniência, vem adotando uma estratégia de expansão agressiva e de novos conceitos de lojas.

Desta vez, a rede anunciou que seis lojas da rede, a primeira delas na cidade de Dallas (EUA), vão ter um espaço para que o cliente possa consumir seus produtos dentro da loja, rompendo a lógica que sempre funcionou na 7-Eleven, de pegar o produto e ir embora.

O experimento será feito em lojas de conveniência Laredo, da rede de postos de combustível Sunoco, adquirida no ano passado pela 7-Eleven e que agregou mais mil pontos de venda à já enorme cadeia de lojas da varejista.

Mais de 60 mil lojas

Só nos Estados Unidos e no Canadá, a 7-Eleven chegou ao número de 9,7 mil lojas. A rede é o principal case de expansão do varejo mundial em se tratando de número de lojas. Até meados do ano passado, a rede registrava 66,3 mil lojas pelo mundo.

Mesmo com esse tamanho colossal, a 7-Eleven continua ganhando terreno. “Abrimos uma loja a cada 1 hora e 25 minutos. E, na média, uma a cada 3 ou 4 horas no mundo”, disse Jerome Del Porto, vice-presidente Internacional da 7-Eleven. Só no primeiro trimestre do ano passado, foram inauguradas 1.700 novas lojas pelo mundo.

Aos 91 anos de idade, a 7-Eleven nasceu em Dallas, em 1927, para vender gelo. O maior mercado da marca é o Japão, com mais de 20 mil lojas (quase um terço do total). A China também recebe uma boa porção de pontos de venda da americana, são 2,6 mil unidades.

Problemas no franchising

A expansão inorgânica e a criação de novos modelos de loja pode significar uma saída para a 7-Eleven depois dos problemas com os franqueados que a empresa tem enfrentado pelo mundo.  A 7-Eleven anunciou um novo contrato para os franqueados a partir de 2019, o que exigiu uma taxa de reajuste de 50 mil dólares, além de aumento da franqueadora na participação dos lucros.