São Paulo e ABC têm perdas de R$ 45 milhões no comércio por causa das enchentes

Segundo a FomercioSP, micro e pequenos negócios são os que mais sofrem com as enchentes

A rua 25 de março, polo do comércio paulista, durante as chuvas desta semana (crédito: Rovena Rosa-Agencia Brasil)

As enchentes que atingiram a Grande São Paulo entre o último domingo (10) e segunda-feira (11) geraram perdas de R$ 45 milhões para o comércio, em especial na capital e na região do ABC Paulista, onde as chuvas causaram grandes  alagamentos. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e representam 0,2% do faturamento esperado para a região no mês de março.

Segundo a FomercioSP, micro e pequenos negócios são os que mais sofrem em momentos como esse pois têm estoques menores e menos funcionários, o que pode inviabilizar a operação em dias atípicos como esse.

O trânsito intenso de trabalhadores entre São Paulo e o ABC Paulista foi profundamente afetado entra a noite do domingo e toda a segunda-feira. A Via Anchieta, a principal ligação entre as regiões, teve parte interditada, inviabilizando a passagem de qualquer veículo. Assim como linhas de trem totalmente paradas por conta dos alagamentos das vias férreas e no entorno das estações, que impediu, até mesmo, que ônibus alcançassem o local para realizar o transporte de trabalhadores.

Em São Paulo, as regiões do Sacomã e do Ipiranga, que concentram grande quantidade de pequenos comércios de rua, foram as mais afetadas pelas águas. O transbordamento do rio Tamanduateí na avenida do Estado às 22 horas do domingo e do córrego do Ipiranga foram os principais motivos da inundação nesses bairros.

Grandes estabelecimentos

As médias e grandes lojas acabam sendo mais poupadas por conta da infraestrutura nas quais estão instaladas, porém, para essas, a ausência de funcionários também é sentida.

A principal perda para esses negócios em dias de enchentes está relacionada à falta de fluxo. Essas perdas tendem a não ser recuperadas em negócios que dependem principalmente das compras por impulso, como shoppings, supermercados e farmácias.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), no período entre a noite de domingo e a segunda-feira choveu o equivalente a 90,6% do esperado para o mês. São Paulo chegou a ter 56 pontos de alagamento.