Supermercados apostam na tecnologia para converter aumento de vendas em margem de lucro

O setor supermercadista recupera evolução nas vendas. Tecnologia é solução para converter faturamento em alargamento das margens de lucro

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O crescimento acumulado de vendas do setor de supermercados em 2018 deve fechar com mais de 10% em comparação com  2017, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Porém, mesmo com os sinais de avanço, a pesquisa apontou que muitos empresários ainda estão cautelosos e apenas 18% acreditam em uma ampliação dos negócios.

A eficiência na gestão das lojas é fundamental para apoiar o desenvolvimento deste setor, mas continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelos estabelecimentos. Isso vale tanto para custos com funcionários, quanto para o gerenciamento do fluxo de produtos e clientes. Há sempre contas a serem feitas, como quantos clientes é possível atender por caixa, o número de colaboradores necessários para manter as gôndolas abastecidas para que não haja ruptura, entre outros detalhes.

E, mesmo que o e-commerce esteja cada vez mais presente no dia a dia do consumidor, a eficiência das lojas físicas ainda é muito importante para o crescimento do setor. Portanto, para aumentar o lucro, é necessária uma combinação de ações dentro da loja, logística e nos centros de distribuição, e até mesmo no e-commerce.

O avanço da tecnologia vem possibilitando aos supermercados aprimorar a experiência do cliente e, com isso, aumentar o faturamento. As possibilidades são inúmeras, como por exemplo a implementação de totens interativos no autoatendimento. A digitalização do atendimento, aliás, é uma das tendências que mais deve crescer nos próximos anos.

O autoatendimento pode funcionar como uma complementação da compra e e estar disponível em totens a serem instalados na loja, ou estar em aplicativos para os dispositivos moveis do cliente. Assim, produtos em falta na loja física poderiam ser adquiridos através deles e entregues na casa do consumidor.

Outra tendência para aprimorar o autoatendimento são os carrinhos com scanners e balanças. Em vez de enfrentar a fila do caixa, o consumidor colocaria os produtos no carrinho, que pesaria e leria o código de barras do produto automaticamente, eliminando o tempo de espera em longas filas.

O setor supermercadista brasileiro vem investindo em tecnologia há algum tempo e algumas soluções já são realidade em várias redes. Elas vão desde a oferta de Wi-Fi aberto, propiciando que o cliente permaneça mais tempo na loja e, consequentemente, consuma mais; passando por etiquetas eletrônicas que facilitam a troca de preços automaticamente em promoções relâmpago, por exemplo, reduzindo erros no momento do caixa e melhorando a relação com o cliente; e, até mesmo, o self checkout, que passa por um momento de alto investimento e amadurecimento no País.

As possibilidades são inúmeras, mas a grande discussão que precisa ser feita ao decidir implementar uma tecnologia é definir qual faz mais sentido para empresa. Quando os supermercados investem em tecnologias que entregam uma melhor experiência ao consumidor, há retorno em diversas frentes, tanto com relação à redução de custos, quanto ao aumento de vendas. As companhias têm mudando suas missões e a digitalização está no centro desta mudança. Escolhendo o parceiro correto, o varejo só tem a ganhar com esta evolução.

* Por Christian Rempel, consultor de varejo da Logicalis