Supermercados norte-americanos estreiam zeladores autônomos

Seguindo o movimento do Walmart, redes implantam robôs que farão a limpeza de mais de 170 lojas. Equipamento funciona como um supervisor, que avisa onde há sujeira

Marty, robô desenvolvido pela Badger Technologies / Foto: AP

Um robô está ajudando funcionários de supermercados norte-americanos a manter todos os ambientes das lojas limpos. “Marty”, como foi apelidado, limpa e avisa quando “vê” grãos espalhados pelas prateleiras, molhos que vazaram da embalagem ou frutas jogadas no chão.

Já são 25 robôs do tipo operando em supermercados das redes Giant, Martin’s e Stop & Shop, controladas pela Ahold Delhaize. Os robôs são equipados com sensores para identificar a presença de clientes com carrinhos e oito câmeras, algumas apontam para o chão, outras para as prateleiras. Os olhos não têm função alguma a não ser dar um “rosto” amigável ao robô . Tim Rowland, CEO da Badger Technologies, empresa que desenvolveu o modelo, disse que ele ainda pode ser reprogramado para ajudar no monitoramento de estoque.

Apesar de circular livremente pela loja, o robô ainda tem algumas limitações. O equipamento precisa de supervisão humana, feita através de uma central de monitoramento, e não consegue limpar alguns tipos de sujeito. Neste último caso, a máquina aciona um funcionário e fica parada em frente ao local sujo.

Além dos 25 robôs que já estão em operação, as três redes de supermercado ainda vão receber 30 máquinas do modelo por semana. Todas as lojas da Giant receberão os robôs até a metade deste ano. A rede possui 172 lojas.

Mais robôs

Ver robôs limpando as lojas será um hábito para os consumidores nos Estados Unidos em 2019. No ano passado, em parceria com uma startup, o Walmart anunciou que usaria 360 zeladores autônomos. Os robôs começam a operar até o dia 31 deste mês.

Robô da Brain Corp, que vai operar em lojas do Walmart nos EUA / Crédito: Divulgação

Além dos zeladores autônomos, a marca já fez testes com robôs para digitalizar os itens das prateleiras e transportar produtos do estoque para pedidos online.

O movimento, porém, vem incomodando o sindicato que representa trabalhadores da Giant e da Stop & Shop. Em um comunicado enviado a Associated Press, o presidente da entidade disse que “a expansão agressiva da automação em supermercados e varejo em geral é uma ameaça direta a milhões de trabalhadores norte-americanos que alimentam a indústria e os consumidores a quem ela serve”.