Consumidores esperam ativismo das marcas, diz pesquisa

Apesar de confessarem que alguns temas ainda são polêmicos, clientes esperam que CEOs defendam causas. Conclusão é de levantamento da consultoria Edelman

Crédito: Pexels

As escolhas das gerações Y (nascidos entre 1985 e 1999) e Z (2000 – atual) vem impulsionando um conceito já conhecido, o consumo consciente. Ao entenderem que comprar é um ato político, os Y e Z passaram a escolher empresas mais engajadas com causas nas quais acreditam. Isso tem influenciado os mais velhos a fazer o mesmo.

Uma pesquisa da consultoria Edelman mostrou que os consumidores esperam que mudanças positivas no mundo aconteçam através de CEOs. Ou seja, as pessoas querem que as empresas abracem as causas e, claro, isso deve partir da(o) líder da companhia.

Alguns números relevantes da pesquisa – feita com consumidores norte-americanos – são:

  • 76% dizem que CEOs devem tomar as rédeas de mudanças ao invés de esperar governantes – crescimento de 11 pontos percentuais na comparação com a mesma pesquisa no ano passado;
  • Mais de 50% acham que os CEOs podem criar mudanças positivas em questões como igualdade de remuneração, preconceito e discriminação;
  • 71% acreditam que os líderes devem se posicionar em questões desafiadoras, como a relação “automação x empregos”

Outra pesquisa, da Morning Consult, mostrou que 26% dos consumidores gostam muito mais de uma marca a partir do momento em que se posiciona a favor dos direitos de cidadãos homossexuais, enquanto apenas 6% disseram que passariam a gostar menos desta marca.

Mesmo assim, os próprios consumidores assumem que alguns assuntos ainda causam muita polêmica. É o caso de temas como aborto e porte de armas de fogo.

O relatório da Edelman propõe ações como ações filantrópicas e treinamentos para os funcionários. Alguns CEOs famosos já seguem este primeiro conselho.

Jeff Bezos, da Amazon, em parceria com Warren Buffet – da Berkshire Hathaway – e Jamie Dimon – da JPMorgan Chase -, criou uma empresa de assistência médica para tentar lidar com os crescentes custos dos serviços de saúde