Varejo de moda será destaque neste Natal, diz IBOPE

Segundo o Instituto, brasileiros devem gastar 10% a mais na comparação com o ano passado. ABVTEX revela otimismo dos varejistas de moda

Crédito: Pexels

O final do ano é a época mais aguardada pelo varejo de moda. Novembro e dezembro trazem consigo a perspectiva de aumento nas vendas, e 2018 não fugirá desta regra. Uma pesquisa feita pelo IBOPE Conecta mostrou que a categoria Roupas ocupa a primeira colocação no ranking dos itens mais considerados para compra. Em seguida estão os calçados e os produtos de beleza.

O levantamento identificou que o consumo estará aquecido durante o período de compras de Natal. Cerca de 86% dos consumidores ouvidos pretendem presentear na data. A maioria têm a intenção de presentear quatro pessoas ou mais. Além das Roupas, Calçados e Produtos de Beleza, que são considerados para presente por 26%, 11% e 11% dos consumidores, respectivamente, Jogos de Tabuleiro e Brinquedos (7%), Smartphones (6%) e Livros (5%) também aparecem na lista dos presentes mais cotados.

Otimismo do varejo de moda

O resultado positivo da Black Friday fez com que o varejo de vestuário registrasse crescimento nas vendas. A perspectiva favorável se mantém semelhante para o Natal. “Cerca de 80% das redes varejistas associadas à ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) reportaram vendas maiores na Black Friday deste ano em comparação ao mesmo evento de 2017. Este resultado reflete o ânimo do consumidor em retomar as compras nesta época, que coincide com o pagamento do 13º salário, e também é fruto da expectativa positiva em relação ao novo governo”, aponta Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.

O cenário faz com que as redes esperem um crescimento das vendas este ano em relação ao ano passado. “Ainda que em patamares conservadores pois a gestão dos estoques vem sendo realizada para que não sobrem produtos nas prateleiras”, ressalta Lima.

Ticket médio

A pesquisa revelou que os consumidores irão gastar uma média de R$300 por presente, e a média de gastos geral será 10% maior neste ano – R$481 – do que em relação ao ano passado, em que os participantes declararam ter gasto R$441.

Quando perguntados diretamente se pretendem gastar mais ou a mesma coisa que no ano passado, a maioria dos respondentes (38%) disse que irá gastar mais neste Natal; 36% gastarão igual ao ano passado e 26% gastarão menos, apontando a redução de gastos em função da crise econômica como maior fator (48%).

Preferência pelo e-commerce

Em relação ao canal para compras, o levantamento do IBOPE, encomendado pelo Mercado Livre, indicou que a preferência pelos varejos físico e virtual está balanceada: 55% pretendem comprar os presentes de natal na internet e 41% no comércio de rua. Shoppings aparecem na terceira colocação, com 33%, e os que sinalizaram outro tipo de comércio somam 6%. Os que ainda não decidiram representam 16%. A questão permitia a seleção de até duas alternativas.

O canal virtual ganha vantagem entre os que ainda não compraram presentes (32%): 55% declararam que pretendem fazer as compras pela internet. Na comparação com lojas físicas, o fator determinante para que as lojas online sejam as eleitas é a variedade de produtos, mencionada por 63% dos entrevistados. Além disso, menor preço (56%), possibilidade de comparação de valores (56%) e comodidade (49%) foram os fatores mais citados. Já os adeptos dos espaços físicos adotam o modelo principalmente por ter a possibilidade de ver e comprar o produto na hora (51%) e de negociar o valor e a forma de pagamento (36%).

Sobre a forma de pagamento, a maior parte (52%) declarou que irá utilizar o cartão de crédito, de forma parcelada. Boleto bancário (16%) e cartão de crédito com pagamento à vista (14%) praticamente empataram na segunda posição. Cartão de débito (7%), Dinheiro (5%) e transferência bancária foram os demais meios informados. O restante (6%) ainda não definiu.