Connected enterprise: como se transformar na empresa ideal?

Conceito da KPMG traz respostas para algumas das grandes dúvidas do mundo corporativo. Entenda como atender às expectativas de todos os stakeholders

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O cenário de transformação digital, potencializado pelo surgimento de tecnologias capazes de impactar os mais diversos mercados, trouxe desafios ao varejo. A loja física, tradicional interface do consumidor com a empresa, perdeu parte de sua relevância. Ao mesmo tempo, as empresas mais influentes do mercado – e do mundo – passaram a ser aquelas que dominam os dados dos consumidores. Numa época em que a má experiência do cliente pode se tornar viral em questão de minutos, as empresas podem viver ou morrer pela forma como prestam serviços, respondem a problemas e gerenciam as expectativas dos clientes.

No Brasil, contudo, ainda não há tantas empresas que sabem aproveitar esse novo contexto, explorando ao máximo o universo de dados e ferramentas disponível. Na visão de Cláudio Soutto, sócio-líder de IT Advisory da KPMG para a América Latina, uma forma de tornar isso possível é apostar tecnologia cloud computing.

“O primeiro grande benefício de usar cloud computing é a agilidade para se adquirir a tecnologia e no aumento da capacidade de processamento, possibilitando a captura de grande volume de dados para transformá-los em informação”, explica. De acordo como executivo, essa é uma solução que ajuda a varejista a se aproximar do patamar de “connected enterprise”, conceito desenvolvido pela KPMG para definir uma empresa realmente conectada, com processos e serviços fluidos, com toda a cadeia conectada, hábitos de consumo, gestão de inventário em tempo real, cadeia de supply chain responsiva. Isso permitirá que as empresas de varejo atinjam as crescentes expectativas dos consumidores, transformando-se em uma organização centrada no cliente e centrada no valor.

No caso da gestão dos fornecedores, por exemplo, ele cita que todos os envolvidos na cadeia precisam estar na mesma página. Dessa forma, a empresa garantirá eficiência em mais aspectos além da interface com a qual o cliente tem contato, ou seja, terá a oportunidade de ajustar o que a KPMG chama de “middle office” e “back office”. “O varejo precisa se transformar por questão de sobrevivência”, afirma.

No mundo ideal, protagonizado por empresas como a Amazon, isso já acontece. Um exemplo é que a empresa já realiza entregas antes mesmo do prometido, por meio de associações com lojas físicas. Essa atitude é um exemplo de como funciona uma connected enterprise.

Acreditamos que a chave para o crescimento está na capacidade de projetar e fornecer experiências de clientes atraentes e perfeitas, que exigem alinhamento no front, no middle no back office. Eles precisam estar conectados a cinco grupos de partes interessadas: clientes, funções de negócios, funcionários, parceiros e o ecossistema digital.

Aprenda mais sobre o conceito no infográfico abaixo.