Rio: vendas de supermercado crescerão 10% no Natal, mas faturamento não avançará

O setor supermercadista do Rio de Janeiro deve registrar alta de 10% nas vendas, mas ainda sofre para recuperar índices de rentabilidade

crédito: Shutterstock

O Estado do Rio de Janeiro deve registrar um crescimento de 10% nas vendas dos supermercados por conta do Natal na comparação com 2017. Apesar da alta sensível no volume de vendas, o faturamento do setor tem desempenho menos animador, apenas 0,2% de aumento.

As redes supermercadistas representam 1.500 pontos de venda em todo território fluminense, empregam 200 mil colaboradores e movimentam mais de R$ 30 bilhões por ano. As vendas de final de ano são impulsionadas pelo enorme aumento no fluxo de turistas. Um levantamento de uma agência de turismo colocou a cidade do Rio como o principal destino dos brasileiros para o próximo Réveillon.

Sem divulgar expectativa de crescimento para o ano, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) revelou que os supermercados do Estado registraram queda de 5% no número de funcionários. O principal motivo, segundo a associação, é o cenário econômico.

No entanto, esse porcentual deve ser recuperado em caráter emergencial com as contratações de fim de ano. Entre as funções que serão contratadas, operador de caixa é a mais requisitada. Para 2019, o setor estima um aumento de mais 5% nas contratações.

Segurança e abastecimento

Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), cobra medidas específicas do novo governo para a retomada dos resultados no Estado. Em especial por conta da falta de segurança logística para abastecer as lojas.

Queiróz avalia que a Intervenção Militar, que termina em 31 de dezembro, reduziu significativamente o roubo de cargas no estado. O presidente da entidade ressalta a importância da implementação de uma política de segurança específica após as eleições. “A expectativa é alta porque independentemente de a intervenção continuar ou não é importante que haja uma política específica para o Rio”, diz.