Máquina de Vendas se prepara para trocar de presidente e iniciar reestruturação

A Starboard deve assumir o controle da Máquina de Vendas (dona da Ricardo Eletro) nas próximas semanas. Ricardo Nunes deixará a presidência, afirma Estadão

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A recuperação extrajudicial da Máquina de Vendas, dona das redes Ricardo Eletro e Insinuante, deve ser homologada nas próximas semanas, abrangendo acordo com os fornecedores do grupo varejista, que são credores de cerca de 1,5 bilhão da dívida da empresa.

A homologação deve permitir que a Starboard, gestora especializada em reestruturação de companhias endividadas, faça o empréstimo de R$ 300 milhões à Máquina de Vendas. Além das duas grandes bandeiras, o grupo também é dono das redes City Lar, Salfer e Eletro Shopping.

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A Máquina de Vendas chegou a ter 1200 e a ocupar o segundo lugar entre as maiores redes de varejo de eletroeletrônicos no País. Hoje, o número de lojas é de cerca de 650, mas o marketshare da empresa ainda é grande, ela ocupa a terceira posição entre as maiores redes do Brasil.

Fundadores deixarão o poder

Os R$ 300 milhões que serão repassados pela Starboard serão convertidos em ações da companhia em nome da gestora. O movimento vai tirar a Ricardo Eletro e a Insinuante das mãos dos atuais donos, Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista. A mudança na direção deve acontecer em até 60 dias.

A Starboard passará a ter 72,5% da varejista brasileira e Nunes deverá se manter na gestão comercial.

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Nunes fundou a Ricardo Eletro e Batista foi responsável pela criação da Insinuante. Depois da fusão das empresas, Nunes assumiu a presidência do grupo. Em 2015, ele foi afastado da presidência depois que a consultoria Enéas Pestana (ex-presidente do GPA) assumiu o plano de reestruturação do grupo, mas voltou seis meses depois, com a saída de Pestana.

Em agosto desse ano os empresários entraram com pedido de recuperação extrajudicial. A dívida chega a R$ 3 bilhões quando somados os débitos com instituições financeiras. A outra metade da dívida pertence aos fornecedores. Em agosto, 60% deles aceitaram renegociar a dívida com a varejista.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.