Vendas no comércio eletrônico cresceram 23% na Black Friday de 2018

Número de pedidos registrou alta de 13% na comparação com 2017. Foram 4,27 milhões operações, segundo dados de consultoria especializada em e-commerce

Crédito: Shutterstock

As compras online registraram um crescimento acima do esperado durante a Black Friday deste ano. De acordo com os números divulgados pela consultoria Ebit|Nielsen, especializada em comércio eletrônico, o número de pedidos apresentou um crescimento de 13% na comparação com a data do ano passado. Foram 4,27 milhões de transações.

No caso das vendas, o avanço foi de 23%. O montante arrecadado pelo varejo chegou a R$ 2,6 bilhões. O valor do ticket médio, que registrou alta de 8%, ficou em R$ 608. O balanço ainda aponta um avanço de 9% no número de consumidores únicos, ou seja, que fizeram pelo menos uma compra online durante a data especial de descontos no varejo brasileiro. Foram 2,41 milhões de operações autorizadas.

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Os dados superaram as previsões da consultoria. A empresa projetava uma alta de 15% no faturamento dos varejistas, um saldo final de R$ 2,43 bilhões. Com relação aos pedidos, a estimativa era de 3,76 milhões, avanço de 6,4% ante 2017. Somente o crescimento do ticket médio ficou dentro do esperando.

Na avaliação de Ana Szasz, líder comercial para Ebit|Nielsen, as vendas registradas na véspera da Black Friday já indicavam que os números seriam positivos. Ela ressalta que, na quinta-feira, foram registrados 1,18 milhão de pedidos. O faturamento ficou em R$ 608,7 milhões. No dia, os produtos mais vendidos foram os de perfumaria e cosméticos. Já na sexta-feira, as vendas foram dominadas por produtos com ticket médio elevado, como smartphones, itens de linha branca e televisores.

Confiança e preparação para a data especial

Para a especialista, o crescimento registrado foi resultado, entre outros fatores, de um aumento da confiança do consumidor na data. O índice de pessoas que não acreditava na veracidade dos descontos anunciados caiu de 38%, em 2017, para 35% neste ano. Ela também destaca que os varejistas estavam mais bem preparados para o dia. As lojas apresentaram um bom planejamento dos estoques para “suportar o tráfego extra da data”.  Também houve uma maior concentração da publicidade na semana que antecedeu a Black Friday. Em edições anteriores, as ações acabaram diluídas durante o mês.

 

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