Contar uma boa história é essencial para atrair o consumidor, segundo pesquisa da Edelman

Manter uma rede de relacionamentos ativa é o melhor caminho para uma defesa eficiente da marca em exposição no Brasil e no exterior

Crédito: Shutterstock

Saber contar uma história pode fazer a diferença na hora de atrair a atenção de um consumidor em potencial. A constatação é parte do estudo global Edelman Earned Brand 2018. O levantamento, que ouviu consumidores de oito países em diferentes períodos e formas de abordagem – 4 mil online e 32 mil por telefone celular, nos meses de junho e julho deste ano–, revela que 11% dos pesquisados disseram que, ao se depararem com um conteúdo bem elaborado, não conseguiram ignorá-lo ou evitar prestar atenção com facilidade. Para outros 89%, a história bem contada gerou um engajamento junto à marca.

No caso do engajamento, 56% dos entrevistados afirmaram que repararam na comunicação e decidiram que valia a pena prestar atenção. Já para os demais 34%, a história foi mostrada por uma outra pessoa ou surgiu naturalmente durante uma conversa. Com relação aos canais de comunicação, a sondagem relava que, com um conteúdo de qualidade, o engajamento é possível por meio de todas as ferramentas.

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Ao questionar os entrevistados sobre quais os meios de comunicação das marcas geram maior interesse, o resultado obtido foi o seguinte: pago (um anúncio), 30%; próprio (comunicação direta da marca, como um tuíte ou e-mail), 28%; social (uma conversa), 22%; mídia convencional (uma reportagem), 20%.

A sondagem também coloca em evidência a importância da manutenção de uma comunidade por parte dos empresários. Essa rede de relacionamentos é apontada como essencial no estímulo à defesa das marcas. Ao comparar a força de cada porta-voz, a pesquisa indica que, no caso do Brasil, clientes e pessoas comuns, especialistas, CEOs e outros executivos se enquadram entre os mais efetivos na tarefa de defesa. Já as celebridades, modelos e os funcionários da empresa estão entre os menos efetivos. Atores e jornalistas não são efetivos.

O nível de confiança do consumidor do Brasil, EUA, França, Reino Unido, Japão, Índia, Alemanha e China também foi medido. No chamado “Trust Barometer 2018”, os dados obtidos apontam para uma queda de confiança nas redes sociais. No caso dos brasileiros, o percentual foi de 55%, em 2017, para 52% neste ano. A maior redução ocorreu no EUA, 11 pontos percentuais, passando de 41% para 30%.

É possível identificar ainda que, independentemente do país, as empresas são avaliadas como mais confiáveis do que os governos. No caso do Brasil, 57% acreditam mais no setor privado frente a 18% que confiam mais no poder público. Além disso, 60% dos brasileiros afirmam que os CEOs das empresas devem “liderar as mudanças ao invés de esperar que o governo as imponha”. Nos demais países, esse percentual ficou em 64%.

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