65% dos brasileiros compram presentes só para si na Black Friday

Pesquisa da GfK apontou que a maturidade da Black Friday está não só chamando mais clientes, mas dando segurança para gastos maiores

Crédito: Shutterstock

Um levantamento da GfK aponta que mais de dois terços (65%) dos compradores que vão participar do evento afirmam a intenção de comprar itens só para si mesmos, enquanto 5% dará um presente apenas para outra pessoa e 30% devem comprar para si e para dar de presente. O que chancela a ideia de que a Black Friday se consolida como a data do “eu mereço” para o consumidor brasileiro.

O estudo aponta ainda que 11% das pessoas que pretendem participar da Black Friday neste ano declararam não ter participado em 2017. “Isto sugere que a intenção de comprar está maior este ano, além do gasto médio também ter subido”, afirma Ricardo Moura, diretor de produto da GfK.

Segundo a GfK, cerca de 90% das pessoas que vão fazer compras na Black Friday afirmaram que irão pesquisar em algum canal digital, sendo que 77% vão pesquisar em lojas online, sendo 36% em sites de buscas e 25% em alguma rede social. As lojas físicas são pontos de pesquisa para 55%.

Outra tendência identificada pelo estudo aponta crescimento de 7% no tíquete médio durante a Black Friday deste ano. A pesquisa foi feita em nove capitais brasileiras e aponta para um tíquete médio de R$ 762, dois pontos percentuais acima da inflação dos últimos 12 meses (IPCA). Em 2017, o tíquete médio foi de R$ 713.

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Uma pesquisa da e-Consulting apresentou uma perspectiva ainda mais positiva, de R$ 800 de tíquete médio, o que geraria um aumento de faturamento de 11% na comparação com o ano passado.

O aumento no tíquete médio é uma quebra de paradigma do comércio on-line brasileiro, que vem registrando quedas sucessivas no preço por unidade. No primeiro semestre deste ano houve retração de 7% no tíquete médio. Porém, com a ajuda da Black Friday, o segundo semestre vai alavancar o preço por unidade, fechando o ano com 4% de aumento. Os dados são da Ebit/Nielsen.

Índice Cielo

Levantamento do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra que em 2017, a sexta-feira de descontos cresceu 9% em relação à mesma data no ano anterior, taxa superior à registrada no Natal e Dia das Mães, por exemplo, que cresceram, respectivamente, 3% e 2,3% na mesma comparação.

O crescimento das compras no e-commerce foi três vezes maior que nas lojas físicas em 2017, segundo os dados da Cielo. Enquanto nas lojas tradicionais o movimento aumentou 7%, nas lojas da internet o crescimento foi de 21%.

O desempenho médio dos lojistas que aderem à Black Friday, segundo a Cielo, cresce sete vezes durante a data em comparação com uma sexta-feira comum. Por isso, o substancial aumento no número de varejistas no e-commerce que passaram a participar da Black Friday. Entre 2012 e 2017 esse número cresceu onze vezes.