Reversão de perdas no varejo poderia criar a sexta maior varejista do País

Estudo da Abrappe aponta que, reversão de 100% das perdas pouparia dinheiro suficiente para criar a sexta maior varejista do País

Um estudo sobre perdas no varejo brasileiro apontou um índice médio de perdas de 1,29% sobre o faturamento do setor ao longo de 2017. O percentual corresponde a R$ 19,5 bilhões de um total de receita do varejo nacional de R$ 1,51 trilhão no ano passado.

Os dados são da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) em conjunto com a consultoria EY. O estudo afirma ainda que as perdas do setor em um ano seriam suficientes para criar a sexta maior varejista do País, atrás das Lojas Americanas, que é a quinta colocada.

Segmentos

Entre os segmentos que mais registraram perdas o de supermercados e o de livrarias/papelarias se destacam, com 1,94% e 1,46% de perdas em relação ao faturamento, respectivamente. Os segmentos foram responsáveis por puxar a média do varejo para cima, já que todos os demais segmentos registraram perdas abaixo da média.

Entre os seis que mais perdem estão o varejo de esportes (1,21%), moda (1,20%), drogarias (1,04%) e atacarejo (1,03%).

Motivos de perdas

As quebras operacionais, com 35% do total de perdas, foram as mais frequentes. Nos supermercados, esse tipo de perda somou 1,03%. Perdas não identificadas são as mais frequentes em setores como livrarias/papelarias, onde respondem por 0,88%.

Os furtos externos, com 24%, e os furtos internos, com 15%, são os principais fatores causadores das perdas depois das quebras. Erros de inventários e erros administrativos, com 10% e 9%, respectivamente, compõem o ranking das cinco principais causas.