Empresário paulista aposta em loja de balas artesanais

Rock Candy atrai os consumidores pelo visual e memória afetiva. Estabelecimento mostra que balas artesanais não são apenas para crianças

O sonho de qualquer criança é entrar em uma loja colorida, cheia de doces e poder se servir à vontade. Na Rock Candy esse desejo fica mais próximo de se tornar realidade, a não ser pela parte de consumo ilimitado. A loja oferece mais de 30 sabores de doces artesanais entre eles balas e pirulitos de maçã verde, framboesa, bacon, pink lemonade e tangerina.

Tudo é feito artesanalmente. O processo acaba sendo uma das atrações do local, já que, ao visitar o espaço, é possível ver os confeiteiros com a mão na massa – ou no açúcar. Os baleiros preparam uma mistura que inclui, além de açúcar, glicose, caramelo e ingredientes secretos, claro. Depois, a massa é manipulada para se transformar em grandes tubos compridos, com cerca de dois metros de comprimento e já com o diâmetro da bala. O toque final é fazer o corte que dá forma ao doce. Além das balas e dos pirulitos, a Rock Candy também oferece balas de goma, o slush (uma raspadinha com o sabor das balas), bombons com recheio de bala e marshmallows.

De jornalista a empresário

Tudo começou na Austrália, onde João Mario Hoff, dono da Rock Candy, conheceu a técnica e logo teve a ideia de implantá-la
no Brasil. Formado em jornalismo, João Mario conta que sempre teve uma veia empreendedora, e trocar as notícias pelos doces não foi um problema. “Não me arrependo; me apaixonei pelas balinhas. A vida em redação é muito estressante”, relata. Então, em 2012 foi inaugurada a Rock Candy, na Vila Madalena, em São Paulo.

O entrave para o empreendimento de Hoff estava na mão de obra. Como não existia uma loja especializada em balas gourmet no Brasil, encontrar profissionais com experiência para lidar com a técnica não foi tarefa fácil e quase inviabilizou o negócio. A solução então veio de longe. Aproveitando que na época os pontos de venda de balas e doces artesanais estavam pipocando pela Europa, especialmente na Inglaterra, o empresário contratou um baleiro inglês, que ficou seis meses no Brasil para treinar a primeira equipe da Rock Candy. “Esse é o lado ruim de não ter concorrente”, brinca o empresário.

Além da criançada

O dono da loja diz que a reação das pessoas que conhecem a doceria é de encanto. O portfólio da loja ainda causa curiosidade. “É um produto antigo, mas que não existia mais”, explica Hoff. A Rock Candy é como uma resposta ao movimento de industrialização das balas, que acostumou os consumidores aos produtos de consumo rápido, mas pouco sofisticados.

Quando falamos em uma loja de balas, logo pensamos em crianças empolgadas e eufóricas em meio ao colorido e ao cheiro dos doces (assim como este repórter ficou ao saber do ponto). Mas João Mario garante que seu público não se resume a pais que levam doces aos filhos que se comportaram bem. O consumidor da Rock Candy também é o público adulto. “As pessoas associam essas balas à infância e, por ser um produto com alto valor emocional, existe de tudo”, afirma.

A grande aposta da empresa está nas encomendas. Os clientes podem personalizar as balas para qualquer ocasião especial: casamentos, aniversários ou simplesmente por quererem balas personalizadas (por que não?). O quilo dos doces é vendido a R$ 120 e os consumidores têm a liberdade de escolher a cor, o sabor e o desenho das balas que encomendam. Os clientes costumam gastar, em média, de R$ 42 a R$ 50. A Rock Candy aceita pedidos personalizados feitos por empresas.

Leia a matéria na íntegra na Revista NOVAREJO.