E-commerce de alimentos não decola e Brasil deve crescer muito abaixo da média

Os números são da Tetra Pak, que estuda como implementar o chamado código único, espécie de RG que rastreia o produto da indústria ao descarte

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Uma pesquisa da Tetra Pak apontou que a venda de alimentos pela internet deve crescer 17,4% até 2022 em todo o mundo, acima de qualquer outro canal. No mesmo período, o crescimento das vendas em hipermercados deve chegar a 2,2%, enquanto supermercados e lojas de bairro devem crescer 3,8%.

As vendas de mercearia pela internet em 2012 somaram 21 bilhões de dólares em 2012, saltando para 41 bilhões em 2017, dobrando em apenas cinco anos. Ao fim de 2022, o faturamento do segmento deve chegar a 94 bilhões de dólares.

No Brasil, porém, a realidade é outra. O País tem apenas 0,2% das vendas de alimentos on-line, mercado que vai crescer quase três vezes mais devagar que no resto do mundo. Até 2022, o crescimento deve chegar a 6,5%, chegando a 0,8% do total. A Coreia do Sul, mercado modelo para vendas on-line de alimentos, deve saltar dos atuais 11,3% para 17,8%. Os Estados Unidos, mesmo com o casamento da Amazon e da Whole Foods e do avanço do Walmart para a internet, deve crescer modestos  1.5 pontos percentuais.

Embalagens interativas

O estudo da Tetra Pak tem como finalidade entender o desenvolvimento do mercado alimentício no mundo e o papel das embalagens nessa nova maneira de consumir alimentos. A empresa lançou o código único que dá uma identidade única e intransferível para cada produto envasado.

Com isso, a empresa espera ter maior controle da cadeia e gerar informações à indústria sobre o comportamento do consumidor. A empresa já faz uso dos dados colhidos pelos códigos únicos em seus produtos para gerar insights para os produtores.

Um dos primeiros testes da nova embalagem, na Arábia Saudita, em um suco de laranja, permitiu à indústria realinhar a distribuição do produto para uma região cuja oferta era escassa.