Aplicativos que promovem experiência e multiplicam seus resultados

A inevitável transformação digital para empresas que já sentem os novos rumos do consumo pode começar pela adoção de apps bem resolvidos e interativos

créd: Shutterstock

Em pesquisa divulgada no mês de abril, a FGV-SP apontou que, no Brasil, temos 220 milhões de smartphones ativos, o que significa mais de um por habitante. É a digitalização da sociedade. E, se as pessoas estão cada vez mais digitalizadas em suas vidas pessoais, elas levam esta expectativa também para dentro das empresas, desejando realizar seu trabalho da mesma forma simples e prática com que movimentam suas redes sociais.

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Desta forma, as empresas hoje estão buscando levar seus negócios para dentro dos aplicativos móveis, seja para oferecer mais conveniência para seus clientes, seja para levar agilidade e informações para seus próprios colaboradores. Deixe-me mostrar como.

Quando olhamos pela perspectiva do consumidor final, há dezenas de exemplos que podemos citar. Apps de mobile commerce, nos quais o cliente pode navegar pelos produtos de uma forma mais agradável que no browser, bem como realizar todo o processo da compra e pagamentos. Outros permitem realizar agendamentos e acompanhamento de serviços, como salão de beleza e pet shop. Outros oferecem descontos personalizados, usando motores de inteligência artificial para recomendar produtos mais alinhados com o histórico de compras e o perfil do cliente.

Para dar um exemplo, recentemente o Pão de Açúcar inovou ao lançar um app para seu programa de fidelidade, ofertando descontos atrativos e personalizados, gerando maior ativação entre os consumidores, e melhorando a experiência de compra. A elevada adesão dos seus clientes criou uma referência para este mercado.

Nos EUA, por exemplo, você pode usar o app da Apple para comprar na loja física sem a interferência do vendedor. Você pega os produtos, lê o código de barras de cada um inserindo-os na cesta de compra eletrônica e faz o pagamento, podendo sair com o produto sem ter de fazer o checkout com o vendedor. Apesar de ser um paradigma para o varejo nacional, por questões relacionadas a perdas, esta tecnologia já está disponível por aqui.

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É claro que convencer o consumidor a baixar um app e a usá-lo está cada vez mais desafiador. É necessário ter vantagens concretas para persuadi-lo a ceder um espaço permanente no seu aparelho. Aqueles que conseguem encontrar esta combinação de benefícios e facilidade de uso alcançam maior adesão e sucesso.

Os apps podem sim transformar a experiência do consumidor, mas também levam a digitalização para dentro das empresas. Aliás, pesquisas apontam que a transformação digital, quando realizada com foco no colaborador interno, tem resultados duas vezes maiores do que a voltada ao cliente final.

Quer ver? Já temos por aqui empresas como O Boticário, que está adotando aplicativos dentro de suas lojas, levando o antigo PDV do balcão da loja para as mãos dos vendedores. Também chamado de PDV móvel, esses apps permitem que o vendedor faça uma venda muito mais consultiva aos seus clientes. Além de poder capturar os códigos dos produtos e receber o pagamento do cliente, inclusive cartões de débito e crédito, esses apps fornecem na palma da mão o histórico de compras do cliente, pontos disponíveis para resgate no programa de fidelidade e até recomendações de produtos que o vendedor pode sutilmente sugerir ao cliente.

* Por Ronan Maia, vice-presidente de Distribuição e Varejo da TOTVS

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