ICVA indica crescimento de 2,1% do varejo no primeiro semestre de 2018

Índice Cielo do Varejo Ampliado apontou também aumento de 2,2% no mês de junho

O varejo brasileiro encerra o primeiro semestre do ano registrando crescimento de 2,1% (depois de descontada a inflação) em relação ao segundo semestre de 2017, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em termos nominais, o índice também apontou crescimento de 3,8% no primeiro semestre deste ano, acelerando em relação aos 2,0% registrados no segundo semestre do ano passado. Se considerado o encerramento do segundo trimestre, o ICVA também registrou alta, de 2,4%, em relação ao mesmo período do ano passado, depois de descontada a inflação.

Junho também foi um mês positivo para o varejo, com crescimento de 2,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado, descontando a inflação que incide sobre a cesta de setores do varejo ampliado. Em termos nominais, a alta chega a 5,5%.

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O diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto, explica que o mês foi beneficiado pelo calendário. Em relação ao mesmo período do ano passado, o mês teve uma quinta-feira a menos e um sábado a mais, e a ausência do feriado de Corpus Christi, que este ano caiu em maio. “O mês ainda teve um Dia dos Namorados particularmente forte, o que contribuiu positivamente para o resultado. Entretanto, não foi suficiente para compensar o efeito dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, que impactaram negativamente o mês em cerca de dois pontos percentuais no ICVA nominal”, detalha Mariotto. “Por outro lado, houve expressiva alta de preços em junho, o que fez com que as receitas nominais do mês não fossem tão prejudicadas” conclui.

O ICVA nominal no período do Dia dos Namorados (9 a 12 de junho) registrou alta de 7,5% – bem acima da média do mês – na comparação com as mesmas datas do ano passado. A alta foi puxada principalmente pelos setores de Vestuário e Óticas e Joalherias.

Já os três jogos da seleção brasileira da primeira fase da Copa do Mundo refletiu em uma média de queda de 25% na receita de vendas nos três dias comparando com dias similares do mês. De acordo com a Cielo, o impacto foi distinto nos diferentes setores. Padarias e Bares foram beneficiados, porém a maioria dos setores foi prejudicada. Setores com grande representatividade no varejo, como Vestuário, Móveis, Eletro e Lojas de Departamento, entre outros, tiveram quedas de mais de 40% em relação a dias regulares, marcou o ICVA. Lembrando que os segmentos de bens duráveis e semi-duráveis já vinham de um mês de maio bastante negativo nestes setores, por conta dos efeitos da paralisação dos caminhoneiros naquele mês.

Em relação ao bloco de Bens Não Duráveis, os setores que mais impactaram o resultado do mês de junho foram Supermercados e Hipermercados e Postos de Combustíveis, ambos ainda com reflexos da paralisação dos caminhoneiros no mês anterior. Os dois setores tiveram desaceleração em junho, mas apresentaram alta de preços, o que fez com que o crescimento da receita nominal se mantivesse em patamar semelhante ao do mês de maio.

“Particularmente para o setor de Supermercados, a desaceleração era esperada, considerando o pico de vendas observado durante a paralisação dos caminhoneiros em maio, por conta da estocagem de produtos pelos consumidores. Porém, o efeito reverso em junho foi menor do que a expectativa, e no resultado líquido o setor se beneficiou,” explica Mariotto.