A transformação digital da Ri Happy

A transformação digital vivida pelas empresas trouxe a possibilidade de oferecer experiências melhores aos clientes. Porém, as mudanças também chegaram ao lado de dentro das empresas, impactando inclusive a eficiência. Essa experiência foi vivida, por exemplo, pela Ri Happy, como conta Eloi Prado de Assis, CIO do Grupo Ri Happy. De acordo com ele, antes […]

A transformação digital vivida pelas empresas trouxe a possibilidade de oferecer experiências melhores aos clientes. Porém, as mudanças também chegaram ao lado de dentro das empresas, impactando inclusive a eficiência. Essa experiência foi vivida, por exemplo, pela Ri Happy, como conta Eloi Prado de Assis, CIO do Grupo Ri Happy.

De acordo com ele, antes de a empresa apostar na transformação digital, usavam Excel e nunca sabiam qual registro estava certo, porque eram vítimas do erro humano. “Esse problema é um clássico, não éramos exceção nesse ponto”, diz. Hoje, a empresa conta com ferramentas que analisam conversão e possibilitam o acompanhamento financeiro em tempo real, por exemplo.

Esse foi o contexto que abriu uma conversa entre Assis e André Almeida, VP Vertical Comercial da Unisys para a América Latina. Na sequencia, ambos falaram sobre um tema que ainda deixa muitas empresas de cabelo em pé: o futuro. Para o CIO do Grupo Ri Happy, existe um grande desafio: atender à demanda de cada um dos indivíduos. Para ele, a única saída, olhando para os desejos do futuro, será a hiperpersonalização.

Olhando para o cliente

Nesse sentido, Almeida questiona o motivo pelo qual é tão difícil enxergar o cliente de forma holística. “O varejo muitas vezes não sabe quem é o consumidor de forma omnichannel”, diz. Para Assis, esse é um desafio que extrapola o ponto “tecnologia”. “É preciso lidar com legado – não só de sistemas, mas da empresa de forma geral”. Ou seja, com pessoas, cultura corporativa, hábitos, entre outros impeditivos. “É a partir disso que temos que começar a transformar: redesenhar processos, a forma como as pessoas trabalham, etc”.

Quando o assunto é o mercado de atuação da Ri Happy, Assis afirma que o digital é um bom desafio. “Podemos reconhecer que, como tudo no mundo, os brinquedos estão começando a misturar digital e analógico”, diz. “Os jovens da geração Z não querem algo 100% digital, mas buscam comodidade”.

Novas tecnologias

Questionado sobre soluções de Inteligência Artificial (IA) e ferramentas de autosserviço, Assis comenta que, para ele, esses são apenas novos canais. “Estamos sendo provocados a olhar fora da casinha e inovar”, diz. Porém, ele argumenta que o trabalho humano é essencial e indispensável. “Muitas pessoas vão à Ri Happy e procuram um colaborador capaz de ajudar a escolher um brinquedo”, diz. “Acredito que, no Brasil, temos uma cultura de atendimento pessoal”.