Mercado de trabalho no varejo paulista tem melhor resultado desde 2012

Após três meses de desempenho negativo, os empregos formais voltam a aparecer em abril, segundo análise econômica da FecomércioSP

Crédito: Shutterstock

O mercado de trabalho do comércio varejista no Estado de São Paulo voltou a abrir novos postos de trabalho após três meses de saldo negativo. Em abril, foram criados 2.340 empregos formais, resultado de 77.179 admissões e 74.839 desligamentos. Assim, o setor encerrou o mês com um saldo de 2.063.079 vínculos empregatícios, crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período de 2017 – o melhor resultado do mês em cinco anos.

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No acumulado de 12 meses, 8.995 empregos com carteira assinada foram gerados, revertendo o cenário negativo observado nos dois anos anteriores. Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP Varejo), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No comparativo anual, quatro das nove atividades analisadas registraram crescimento na contratação, com destaque para os segmentos de farmácias e perfumarias e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (ambos com elevação de 2,9%). Por outro lado, houve retração nas lojas de móveis e decoração (1,5%) e nas lojas de vestuário, tecidos e calçados (0,9%), que demonstraram as maiores quedas na mesma base comparativa.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, tradicionalmente, o varejo registra mais desligamentos do que admissões no início de cada ano, e, em 2018, esse cenário não foi diferente. Vale ressaltar, porém, que as 26.130 vagas encerradas no primeiro quadrimestre representam o menor saldo negativo para o período desde 2013.

Segundo a entidade, o cenário para o mês de maio ainda é incerto, uma vez que dois fatores importantes devem ser considerados: o Dia das Mães, a segunda data mais importante para o setor, que poderia alavancar o processo de reação do mercado de trabalho; e, por outro lado, os impactos da paralisação dos caminhoneiros, que afetaram negativamente a confiança dos empresários. Tais incertezas podem frear, ainda que pontualmente, as decisões de investimento das empresas, entre elas a geração de emprego com carteira assinada.

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