Inadimplência das empresas no Brasil cresce 8% em abril, diz Serasa

Confira quantas empresas estavam no vermelho segundo pesquisa do serviço de análise de inadimplência da Serasa Experian no quarto mês do ano

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Crédito: Shutterstock

O número de empresas inadimplentes, no Brasil, teve crescimento de 8% em abril, segundo dados divulgados pela Serasa Experian, nesta segunda-feira. Atualmente, são 5,4 milhões de companhias no vermelho, ante às 5 milhões do mesmo período do ano passado. Mas quanto ao montante das dívidas, houve queda de 10,23% em relação ao a abril de 2017.

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Na avaliação dos economistas da Serasa, mesmo com a decisão de 22 de maio do Banco Central pela manutenção da taxa de juros em 6,5%, após sucessivas reduções, a expectativa é de que esse cenário possa contribuir para a estabilização do nível de inadimplência das empresas nos próximos meses, ao estimular a renegociação por meio do acesso facilitado a opções de acordos para quitação de suas dívidas.

Inadimplência por setores

Em abril de 2018, o setor de serviços continuou a figurar com o único segmento a aumentar sua participação entre as empresas em situação de inadimplência: ficou com 47,8% do total e avançou 1,3 ponto percentual na comparação anual. O comércio representou 42,8% dos CNPJs negativados, uma redução de 1,1 ponto percentual na mesma base comparativa. Já a indústria registrou queda de 0,2 ponto em relação ao mesmo mês do ano passado.

Renegociação

De abril de 2017 a abril de 2018, 100 mil companhias inadimplentes buscaram renegociar suas dívidas atrasadas e sair do vermelho por meio do serviço online de renegociação de dívidas da Serasa, totalizaando R$ 101 milhões de dívidas renegociadas.

As pequenas empresas lideraram as renegociações, com 96%. As médias representaram 3% e a grandes, 1%. A maioria das empresas que limpou o nome veio do setor de serviços, com 54%. Na sequência, o comércio, com 37% e a indústria, com 9%. As consultas para o devedor são gratuitas e o cadastro na ferramenta permite que essas empresas sejam avisadas sobre a inclusão de novos débitos com os credores participantes.

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