Faturamento do e-commerce paulista tem alta no 1º trimestre

De acordo com dados da FecomércioSP, o número de pedidos on-line foi maior e o tíquete médio teve queda em relação ao mesmo período do ano passado

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As vendas do comércio eletrônico no Estado de São Paulo cresceram 4,4% no primeiro trimestre de 2018, se comparado ao mesmo período de 2017, atingindo R$ 4,06 bilhões. O resultado compõe a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Comércio Eletrônico, em parceria com a Ebit.

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A participação do e-commerce nas vendas do varejo paulista no primeiro trimestre ficou em 2,6%, estável em relação ao mesmo período de 2017. O número de pedidos foi de 10,7 milhões, alta de 9,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O tíquete médio, entretanto, registrou queda de 4,9%, passando de R$ 400,13 nos primeiros três meses de 2017 para R$ 380,54 em 2018.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, tanto o varejo físico quanto o eletrônico continuam sinalizando retomada das vendas, motivada pelo ambiente macroeconômico, com inflação muito mais controlada aliada a uma trajetória de queda nas taxas de juros.

Especificamente sobre o mês de março, nota-se a consolidação do Dia do Consumidor como uma importante data para o setor. No mês, as vendas atingiram R$ 1,47 bilhão, crescimento real de 5,4% em relação ao mesmo período de 2017 e a maior cifra já registrada para o mês desde o início da série histórica, em 2013.

A entidade ressalta ainda que esse crescimento ocorre sobre uma base forte de comparação, já que o faturamento real do e-commerce no terceiro mês do ano passado havia crescido 8,6%. Para confirmar o impacto da data no desempenho do setor, o faturamento do comércio eletrônico em março de 2018 superou em R$ 182 milhões a média do primeiro bimestre deste ano.

“O e-commerce retomou de forma mais robusta o crescimento no começo de 2018 se comparado a outros segmentos da economia. Esse crescimento se deve à melhora nas condições macroeconômicas, mas também à mudança de comportamento do consumidor, usando os dispositivos móveis para comparar, consultar e comprar produtos duráveis, semiduráveis e não duráveis no comércio eletrônico”, afirma o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e diretor de relações institucionais da Ebit, Pedro Guasti.

Bens de consumo no e-commerce

No primeiro trimestre de 2018, os bens duráveis tiveram grande peso no faturamento do setor, concentrando 69,6% das receitas e 38,4% do número de pedidos, com um tíquete médio de R$ 689,16, enquanto os não duráveis têm uma parcela de 11,8% do faturamento, 25,8% dos pedidos,  e um tíquete médio de R$ 174,28.

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