9 em 10 brasileiros não pretendem gastar mais na Copa, diz ACSP

A Copa do Mundo não deve animar os brasileiros a gastar mais em quase 90% dos casos, é o que aponta pesquisa da ACSP. Televisores, porém, deve ter alta. Saiba os motivos

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta que 87% dos brasileiros não pretendem alterar o hábito de consumo na Copa do Mundo 2018. O número é um pouco maior que o registrado na Copa de 2014, quando 83% disseram que não tinham intenção de consumir mais que o habitual.

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Os que pretendem aumentar seu consumo no período respondem por 11%, pouco menos que os 13% de 4 anos atrás. “De quatro anos para cá a confiança do brasileiro despencou, em função da piora do cenário econômico e político, diminuindo severamente a intenção do consumidor de gastar e se envidar. E o cenário atual de incertezas também está afetando, agravado pela paralisação dos caminhoneiros”, aponta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

O levantamento foi feito entre os dias 1º e 13 de junho em todas as regiões brasileiras pelo Instituto Ipsos, com margem de erro de três pontos. É elaborado a partir de 1.200 entrevistas pessoais e domiciliares em 72 municípios.

Produtos

Entre os produtos preferidos dos consumidores que pretendem ampliar seus gastos durante o evento estão roupas e acessórios no primeiro lugar, com 52% de intenção de gastos, um por cento a mais que o registrado no mundial de 2014. Alimentos e bebidas são preferência para 30%, dois por cento a menos que na Copa passada.

Já 16% responderam que comprarão TV, uma parcela maior em relação à Copa de 2014, que teve 10%. “Essa melhora reflete a melhora das condições de compras a prazo, como queda dos juros e alongamento dos prazos. O fim do sinal analógico também contribui”, diz Burti.

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