Quem tem medo da Amazon e de Jeff Bezos?

A primeira matéria do ESPECIAL AMAZON NO BRASIL mostra como a máquina de Jeff Bezos já movimenta o mercado nacional em seus primeiros (e tímidos) passos. Conheça também os cases dos varejistas nacionais que prometem fazer frente à Amazon

A ascensão da Amazon nos últimos anos tem sido avassaladora. Em 2017, a empresa entrou pela primeira vez no ranking das dez maiores varejistas do mundo da Deloitte, saltando direto para a sexta posição. No Brasil, sua operação ainda é modesta. Porém, movimentos no segundo semestre de 2017 e as notícias sobre novas movimentações aumentaram a suspeita de que a empresa está, enfim, para colocar os dois pés por aqui. Mas, o varejo nacional tem players capazes de oferecer resistência à empresa de Bezos?

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Qualquer movimento da Amazon por aqui já mostrou que é capaz de sacudir o mercado. No dia da abertura do e-commerce de eletrônicos da Amazon no Brasil, em outubro de 2017, os papéis do Magazine Luiza caíram quase 8% e os da B2W, 5,6%. Mesmo efeito aconteceu em fevereiro, quando se espalhou a notícia de que a Amazon estava de olho em um galpão no interior de São Paulo para instalar o centro de distribuição do marketplace, que seria a prova derradeira de que a gigante de Jeff Bezos desembarcaria de vez.

Cristina Farjallat, diretora de marketplace do Mercado Livre: “mercado on-line tem a ganhar com novos players” (crédito: Douglas Luccena)

O temor geral do mercado não é à toa. Nos Estados Unidos, a companhia domina 44% do faturamento do varejo on-line americano e desde que lançou seu marketplace, em 2006, as vendas subiram de US$ 10,7 bilhões para US$ 178 bilhões. Os números podem sugerir um sucesso absoluto da Amazon em todas as áreas, mas até mesmo a gigante tem seus pontos fracos. “O tamanho da Amazon só é possível com seu marketplace”, afirma Juozas Kaziukenas, especialista norte-americano em varejo.  “A Amazon faz uma coisa muito bem, que é criar sistemas, mas, a maioria das outras coisas, ela faz mal”, afirma o especialista.

Palavra do líder

Alguns players sabem das forças e fraquezas da operação de Bezos e, por isso, não se assustam. Argentino de nascimento, o Mercado Livre tem 60% da receita líquida no Brasil (US$ 831,4 milhões), onde lidera as vendas via marketplace. Cristina Farjallat, diretora de marketplace da companhia, afirma que o mercado on-line ainda tem muito a crescer (representa apenas 5% do varejo nacional) e sempre tem a ganhar com novos players – mesmo que eles sejam do tamanho da Amazon.

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Apesar do impacto que a gigante do e-commerce gera em qualquer mercado, ela nem sempre chega ganhando. Entrar de forma lenta, de categoria em categoria, mostra a maturidade da companhia de Bezos – é melhor tatear um mercado até conhecê-lo a fundo antes de desembarcar com a operação completa.

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