Faturamento do e-commerce despenca após greve dos caminhoneiros

A expectativa dos resultados do e-commerce em maio era alta por causa do Dia das Mães, mas paralisação afetou drasticamente os ganhos do segmento

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A greve dos caminhoneiros, iniciada na última segunda-feira por conta do aumento dos preços nos combustíveis, já afeta as vendas do e-commerce brasileiro. Segundo a Ebit, consultoria de comércio eletrônico, reduziu em 7,4 pontos percentuais o faturamento da operação varejista online em maio. A expectativa inicial, de 20,7%, caiu para 13,3% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado.

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Em termos literais, o mês de maio de 2017 faturou R$3,79 bilhões. Para 2018, a previsão era de um faturamento de R$4,58 bilhões, que foi reduzida para R$4,30 bilhões, uma perda estimada de R$280 milhões. Para o número de pedidos, a projeção passou de 9,2% (9,9 milhões) para 5,6% (9,57 milhões) de crescimento.

De acordo com André Dias, diretor executivo da Ebit, as vendas diárias nos últimos dias foram, em média, 20% menores do que o esperado pelo setor. “O consumidor está com receio de comprar no comércio eletrônico porque uma situação como essa gera incerteza sobre a entrega do produto”, afirma.

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As vendas de eletrônicos, em especial de TVs, estavam em crescimento por conta da proximidade da Copa do Mundo. “As vendas de eletrônicos e de eletrodomésticos são as que mais perderam share desde o início da greve”, explica.

Dias explica que maio era considerado um mês chave pelos varejistas por causa do Dia das Mães, que, segundo a Ebit, registrou faturamento de R$2,11 bilhões (alta de 12%) e elevaria o resultado do mês não fosse a greve dos caminhoneiros.

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