Carrefour inaugura supermercado high-tech sem caixas na China

Visando se aproximar da concorrência, o Carrefour lança piloto de supermercado em Shanghai que prioriza a experiência digital

Carrefour quer melhorar sua participação na China, com o lançamento de uma loja conceito ao estilo Amazon Go. Crédito: Shutterstock

Carrefour quer melhorar sua participação na China, com o lançamento de uma loja conceito ao estilo Amazon Go. Crédito: Shutterstock

Similar às mercearias altamente tecnológicas Amazon Go e Hema, do grupo Alibaba, o Carrefour inaugurou em Shanghai, na China, seu supermercado piloto high-tech, onde não há caixas e o pagamento é finalizado por reconhecimento facial em um aplicativo. A viabilização da novidade, chamada de Le Marche  ocorre após a firmação de uma parceria, no começo deste ano, com a Tencent – gigante da internet chinesa e concorrente do Alibaba.

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No novo conceito de autosserviço nas compras de alimentos e demais produtos, o cliente chega na loja e, primeiramente, se registra em uma máquina de reconhecimento facial na conta digital do Carrefour, vinculando ao perfil do We Chat, rede social de grande popularidade na China, com mais de 1 bilhão de usuários no país.

A partir disso, os usuários só precisam dos seus próprios smartphones e do aplicativo We Chat ligado para concluir a compra. Os celulares funcionam como registradores, contabilizando os produtos virtualmente, da mesma forma que um “carrinho” de compras no e-commerce. Após a conta final aparecer na tela do celular, no próprio We Chat, por meio da câmera, o consumidor faz o reconhecimento facial e efetua a transação no supermercado. Os caixas convencionais ainda estarão disponíveis para aqueles que não quiserem a experiência ou não tiverem acesso.

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Experiência na loja

Além da experiência tecnológica, há também uma forma de aproveitar os produtos frescos que a rede oferece no estabelecimento. Assim como no conceito dos supermercados Hema, do Alibaba, é possível escolher ali mesmo produtos como peixes, carnes, frutas para pedir um prato a um dos chefs de cozinha, em um espaço exclusivo no  meio do supermercado. A refeição pode ser consumida ali mesmo, em uma praça de alimentação, ou há a opção de levar para casa.

“A loja deve se tornar um ponto de encontro, onde o consumidor passa um tempo agradável”, disse o CEO do Carrefour na China, Thierry Garnier, ao jornal Le Monde. Segundo ele, a China é um laboratório de varejo e as experiências no país mostram tendências para serem lançadas, posteriormente, em outros mercados.

Expansão

Em janeiro, o Carrefour firmou parceria com a Tencent para fincar os pés no mercado asiático. “Graças a essa parceia, o Carrefour implementará uma visão online para o negócio e melhorar o tráfego de clientes nas atividades omnichannel com a expertise tecnológica e digital da Tencent, que desenvolve iniciativas inteligentes para o varejo”, disse a varejista francesa, em nota, na época.

No mercado chinês, o Carrefour precisa aderir à transformação digital de forma mais rápida para acompanhar a concorrência e o e-commerce, tão forte no continente asiático, sobretudo na China. No primeiro trimestre de 2018, a rede supermercadista viu suas vendas “mesmas lojas” recuarem em 6,6%. De acordo com o Le Monde, a ideia é abrir na China mais dois supermercados desse tipo nos próximos meses.

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