Melhora intenção de investimentos de MPEs em março

A expectativa sobre expansão e investimentos no próprio negócio cresce cada vez mais conforme a economia continue mostrando bons resultados

Crédito: Shutterstock

A intenção de fazer investimentos por parte das micro e pequenas empresas (MPES) de varejo cresceu quase 13 pontos em um ano, passando para 41,3 pontos no último mês de março, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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No mesmo período do ano passado, esse número estava em 28,4 pontos. Na comparação mensal, também houve crescimento. Em fevereiro, o resultado foi de 40,7 pontos. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; e quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a retomada da economia tende a aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento e os sinais mais consistentes de saída da recessão mostram uma sensível melhora nesse cenário. “Aos poucos os empresários de menor porte começam a se sentir mais dispostos a assumir riscos com a perspectiva de investir. A melhora ainda é cautelosa, mas reforça a tendência de evolução gradual da economia”, explica o presidente.

Em que área investir?

Entre os que pretendem investir nos próximos 90 dias, 59% dos entrevistados tem como principal objetivo aumentar as vendas. Quando a adaptar a empresa a uma nova tecnologia apenas 23% responderam que tem intenção. Segundo a pesquisa, os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (29%), promover uma reforma nas instalações da empresa (26%), ampliar os estoques (20%) e potencializar ações em mídia e propaganda (16%).

O capital próprio será a principal fonte de recurso para quem vai investir, seja na forma de investimentos (49%) ou venda de algum bem (11%). Por outro lado, entre os que não pretendem investir, pouco mais de um terço (38%) não vê necessidade. Outros 30% justificam a baixa intenção de investimento pelo fato de o país ainda não ter se recuperado totalmente da crise e 23% alegam ter investido recentemente e estão ainda esperando o retorno.

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