Como a inteligência artificial pode ajudar em processos seletivos?

A utilização de algoritmos baseados em inteligência artificial e análise de dados pode eliminar subjetividades nas escolhas de candidatos

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Escolher o melhor candidato em um processo seletivo para uma vaga de emprego formal é desafiador pelos olhos dos gestores. Mas a tecnologia pode ajudar a acelerar e auxiliar os recrutamentos com o advento da inteligência artificial, que já é amplamente usada por startups, nos Estados Unidos.

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Essas empresas desenvolvem um sistema que permite uma primeira avaliação mais elaborada, com dados múltiplos, cruzados e abarcando o contexto de cada um. Esse processo inicial geralmente é feito com a análise de currículos, muitas vezes mal formulados. O uso da inteligência artificial poderia eliminar isso e chegar a um patamar ainda maior de eficiência.

De acordo com relatos do executivo Simon Ashley, vice-presidente de recursos humanos da British Petroleum (BP), ao jornal The Guardian, a inteligência artificial vai além ao ajudar na inclusão de pessoas que seriam eliminadas por má apresentação se si mesmas ou até por preconceitos de avaliadores.

Co-fundador da Pivotal Talent, uma das startups americanas que realizam esse trabalho, Juan Swartz explica que o bom uso da inteligência artificial só produz ganhos aos recrutamento. “Uma das razões pelas quais os processos de recrutamento tradicionais são muitas vezes inadequados é por causa do viés e da subjetividade humana, que reduzem a diversidade e levam a decisões de seleção impróprias”, explica à publicação britânica.

Experiência brasileira

No Brasil, a plataforma VAGAS.com projeta usar a inteligência artificial em seus processos de seleção contratados por grandes empresas. Segundo a companhia de recrutamento de candidatos, desde o meio do ano passado uma equipe específica vem realizando testes com algoritmos para ajudar companhias na seleção.

“Estamos colhendo os primeiros resultados dessa combinação de dados e o que temos visto tem nos deixado muito satisfeitos e seguros. Neste ano teremos produtos e seleções baseados na pesquisa e desenvolvimento que estamos fazendo. Será uma verdadeira inovação em como as empresas poderão encontrar seus candidatos”, revela Bruno Abdelnur, especialista de produtos de Ciência de Dados da VAGAS.com.

O primeiro movimento que a VAGAS.com fez para colocar esse projeto em prática foi estruturar uma equipe especializada em Ciência de Dados. Foram contratados seis especialistas no assunto para dar forma à nova e estratégica área da companhia.

Com o apoio de especialistas, em conjunto com a utilização de modernas ferramentas, a equipe de Ciência de Dados definiu que o melhor caminho a ser seguido seria o de garimpar dados da base de trainees da companhia. “Como o processo de trainee sempre desperta muito interesse das empresas e atrai um alto investimento, definimos que esse programa seria o nosso pontapé inicial para buscarmos o candidato ideal das empresas”, conta Bruno.

A empresa trabalha com cinco projetos-piloto em grandes empresas e de diferentes segmentos. A previsão é de que até o final do primeiro semestre os resultados preliminares surjam. De acordo com a VAGAS.com, a grande base de dados permite tal experimentação. São 100 milhões de currículos cadastrados e 60 mil empresas.

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