Taxa do cartão de débito paga pelo varejo por transação deve cair, diz IDV

Antônio Carlos Pipponzi, presidente do IDV, afirmou à NOVAREJO que taxa deve cair. Ele comenta proposta da Abecs sobre “parcelado sem juros”

As taxas pagas pelo varejo pelas transações com o meio de pagamento devem cair, segundo presidente do IDV

A taxa cobrada do varejo pelas transações realizadas no cartão de débito devem cair, segundou afirmou à NOVAREJO o presidente do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), Antônio Carlos Pipponzi. “Segundo a posição do presidente do Banco Central as taxas de cartão de débito devem cair”, disse o executivo, que esteve em evento de varejo realizado neste fim de semana no Guarujá, em São Paulo.

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Em média, o varejista paga 0,6% de taxa a cada transação realizada com cartões de débito. “A taxa fixa penaliza os tickets maiores”, afirma o executivo. A redução das taxas cobradas pelas transações nos cartões de crédito, por sua vez, deve ficar para depois, mas está em discussão, garante.

“Pela complexidade, número de atores dentro do processo, bandeiras, bancos, varejo, é um tema mais delicado e deve ter uma discussão mais ampla”, afirma Pipponzi.

Debate

O debate começou a pedido do próprio IDV, que se reuniu com o Banco Central para debater as taxas e prazos dos recebíveis. “Nós tomamos à frente, porque esse tema é uma jabuticaba que somente o varejo no Brasil tem”, afirma. “E o Banco Central foi sensível em dizer que não faz sentido termos essa taxa no cartão de débito e no crédito, com esses prazos de ressarcimento que o varejo julga elevados”, diz.

Diante do debate, houve uma mobilização das empresas de cartões de crédito: para elas, uma redução nas taxas cobradas diminuíram a margem de seus negócios. A partir daí, surgiu uma proposta das
empresas de cartões de crédito, por meio da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), de criar um novo produto, que em tese não seria oneroso ao varejo.

A proposta é fazer um parcelamento através do sistema bancário – uma espécie de alternativa ao “parcelado sem juros” oferecido pelo varejo. “Todo o varejo e o IDV são contra essa proposta, porque isso é uma questão mercadológica. É um direito de cada rede fazer suas vendas da forma que quiser”, afirma Pipponzi. “É uma questão competitiva”.

Variável

Para o presidente do IDV, além da redução da taxa cobrada pelas transações, o correto seria que essa cobrança foi uma combinação de uma taxa fixa e uma taxa variável. “Essa é uma das nossas bandeiras”, diz.

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