Millennials invadem mercado de luxo e devem ser maioria em seis anos

Os Millenials devem representar metade do mercado de luxo até 2024. Influenciadores digitais e redes sociais serão os grandes impulsionadores

Crédito: Shutterstock

Os Millennials vão ser responsáveis por metade do mercado de luxo em até seis anos. Mais: essa geração aumentará o próprio consumo em até 130% nesse período. Quem aponta para esse cenário é a consultoria americana The Boston Consulting Group (BCG). O levantamento ainda trouxe outras tendências.

De acordo com a consultoria, os millennials serão o principal motor do crescimento do segmento de luxo nos próximos anos. Isso fica expresso nos números. O setor movimentará cerca de € 1,2 trilhão no mundo em 2024, crescimento de cerca 37% em relação aos resultados atuais.

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E, para que esses números se concretizem, os influenciadores digitais terão um papel protagonista. Isso acontece porque, segundo o estudo, as celebridades da internet vêm impactando e muito na forma de consumir das gerações mais novas. E, no caso de luxo, o número de seguidores não será o fator mais importante: aqueles que forem mais autênticos em suas narrativas saem na frente.

Luxo conectado

Além da influência dos nascidos entre 1985 e 1999 em suas vendas futuras, as marcas de luxo precisam ficar de olho em suas estratégias digitais. Tanto para atender melhor esse público quanto para se destacar frente a concorrência.

Os números mostram a importância do desenvolvimento de estratégia móvel para as marcas. Quando compram pela internet, 55% dos consumidores de luxo usam dispositivos móveis, enquanto 45% preferem os computadores pessoais. A tendência na China é ainda maior, 77% dos jovens do país compram pelos celulares ou tablets.

Para chegar a esse resultado, a BCG ouviu dez mil consumidores de dez países diferentes. Outra confirmação do levantamento é que o brasileiro é um ávido consumidor quando viaja para o exterior. De acordo com a BCG, o Brasil é líder nas compras de artigos de luxo fora do país de origem, ao lado de China e Rússia. Nada surpreendente para quem já viu amigos viajando para destinos como Miami, nos Estados Unidos.

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