Confiança do consumidor cresce quase 3,4% na comparação anual de fevereiro

Apesar de alta, pessimismo do brasileiro com a economia ainda predomina. Dados são do Serviço de Proteção ao Crédito e da CNDL

Crédito: Shutterstock

A confiança do consumidor brasileiro cresceu em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2017. Segundo a sondagem do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, a alta foi de 3,38%.

Os 42,8 pontos do indicador no último mês mostram que os otimistas ainda não são maioria, mas o número é maior se comparado aos 41,4 pontos de fevereiro de 2017. A escala varia de zero a 100, sendo que os resultados acima de 50 demonstram otimismo, enquanto o pessimismo aparece nas pesquisas que não atingem a metade da pontuação.

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O indicador de confiança é resultado da média de dois fatores. O primeiro diz respeito às condições atuais – cenário momentâneo da economia e finanças pessoais-, que alcançou 32,4 pontos. O segundo fator, que atingiu 53,2 pontos, se relaciona com as expectativas do consumidor.

Em nota, o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, avaliou a importância da retomada da confiança: “é uma condição necessária para a retomada do consumo das famílias e dos investimentos entre os empresários, mas isso dependerá, fundamentalmente, do aumento de vagas de emprego e ganhos reais de renda, depois de um longo período de queda”.

Avaliação das finanças pessoais

O pessimismo é grande quando o assunto é a própria vida financeira. Apenas 12% dos consumidores brasileiros avaliam que suas finanças pessoais estão em um bom momento. Outros 38% consideram atravessar um momento ruim.

Entre os que avaliam o período positivamente, a maioria (56%) citou como motivo o controle das finanças. Aqueles que disseram que o momento das suas finanças é ruim culpam principalmente o alto custo de vida (57%) e o desemprego (35%).

Quando o assunto é o futuro, o consumidor se mostra esperançoso. Mais da metade (52%) espera que as finanças pessoais melhorem nos próximos seis meses. Apenas 13% têm expectativas ruins para o semestre, a maioria cita a constante alta dos preços como motivo.

O levantamento da CNDL e do SPC Brasil ouviu 801 consumidores de 12 capitais das cinco regiões do país.