Como o varejo vai adaptar as tecnologias da Amazon Go

Saiba como o varejo do futuro vai adaptar tecnologias da Amazon Go para oferecer ao consumidor uma experiência realmente inovadora dentro das lojas físicas

Crédito. Shutterstock

As tecnologias da Amazon Go, loja da Amazon, em Seattle, sem caixas e totalmente automatizada, podem ser barateadas para aplicação no varejo amplo. A afirmação é de Christian Floerkemeier, PhD e CTO da Scandit, empresa americana de tecnologia em artigo para o portal Chain Store Age. Para o especialista, a loja da Amazon é uma espécie de horizonte para o varejo dos próximos anos.

As prateleiras inteligentes, por exemplo, que repõem os produtos de maneira automática podem ser trocadas por câmeras habilitadas por smartphones ou sistemas wireless que se comunicam com os profissionais da loja com informações em tempo real a respeito das condições do estoque de produtos nos mostruários.

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Os smartphones podem ajudar também os clientes ao serem capazes de identificar, quando apontados para os produtos, o que é vegano ou sem glúten, por exemplo, ou qualquer outro tipo de produto específico que estejam procurando. Isso seria possível por meio de um aplicativo de realidade aumentada, capaz de incluir informações dos produtos diretamente no smartphone. O sistema de Big Data seria capaz de, identificando as experiências de compra do consumidor, sugerir produtos baseado no histórico de compra dele.

Floerkemeier afirma que é preciso ponderar o que pode ser adaptado e o que está totalmente fora do alcance do varejo. “Uma operação que identifica clientes individuais e seus bens, os rastreia e deduz o valor de sua conta bancária é inegavelmente inteligente, mas requer milhões de dólares”, afirma o CTO.

“Atalhos” nos corredores

Essa tecnologia serve à Amazon principalmente para extinguir as filas. As câmeras e sensores identificam o que está sendo levado pelo cliente e, conectados ao sistema de pagamento, tornam obsoletos os caixas. Para o grande varejo, porém, isso será impossível, pelo menos durante um bom tempo, segundo Floerkemeier.

Porém, o varejo pode trabalhar na redução de tempo de outra atividade que não a de pagamento, que é a de procura por produtos nos corredores. Um serviço de dados conectados servem ao aplicativo para facilitar a pesquisa e a busca por produtos dentro da loja e reduzir o tempo de compra e, consequentemente, o aborrecimento.

A visão da câmera permite visualizar as prateleiras e fazer reposição rápida. Em pontos cegos, robôs deverão ser utilizados para fazer rondas. Lugares altos serão observados por drones, especialmente em grandes lojas de armazém.

Desafios

Tirando as tecnologias inviáveis, os principais custos envolvidos na construção de uma loja automatizada é dos equipamentos. Prateleiras digitais, câmeras e demais dispositivos estão em processo de barateamento no mercado. Nos Estados Unidos, evidentemente, os itens estão mais à mão do varejista do que em mercados em desenvolvimento, como o brasileiro.

Além disso, há dificuldades relacionadas à largura de banda e ao gasto de energia. Em questão de infraestrutura, é preciso lidar com um monte de cabos ou investir em sistemas wireless.

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