Intenção de consumo registra alta de 13% em fevereiro

Mesmo com o aumento, índice continua abaixo da zona de indiferença (100 pontos), indicando nível moderado de otimismo para o consumo

cred: Shutterstock

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou aumento de 13% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2017. De acordo com o levantamento mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado nesta quarta-feira, a comparação anual, tomando como base este mês, é a maior registrada desde o início da série histórica, que começou em 2010.

Desde novembro, quando o índice registrou 7,9%, os números vêm subindo e quebrando recordes históricos na intenção de consumo. O indicador é um termômetro importante para o andamento das estratégias do varejo por transmitir a sensação das famílias na hora de mexer no bolso.

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“A desaceleração do número de demissões, aliada à trajetória favorável da inflação e queda, ainda que suave, das taxas de juros, impactou positivamente a confiança das famílias no início de 2018”, explica o economista Bruno Fernandes, da CNC.  Mas o órgão também afirma que, mesmo alcançando 87,1 pontos, o resultado abaixo dos 100 pontos ainda indica recuperação lenta do otimismo das famílias.

Fragmentando a pesquisa, que ouve cerca de 18 mil consumidores todos os meses para avaliar o potencial do varejo brasileiro, todos os subíndices demonstraram melhora do consumo em fevereiro e boa expectativa para os próximos meses. Na comparação anual, cresceram componentes importantes, como Nível de Consumo Atual (19,9%), Momento para Duráveis (23,5%) e Acesso ao Crédito (16,8%).

Perspectivas para o consumo no varejo em 2018

A melhora recente das vendas em relação ao ano anterior levou a CNC a projetar crescimento de 5% para 2018 no desempenho das vendas do varejo ampliado. Esse cenário se baseia na percepção de continuidade de menor pressão de preços no curto prazo, além de uma expectativa de recuo no custo do crédito e recuperação do emprego e da renda ao longo do ano.

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