Brasileiro levou dois meses a mais para encontrar emprego em 2017

O tempo médio de espera por nova oportunidade já dura mais de um ano, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

cred: Shutterstock

Apesar de os indicadores econômicos do Brasil demonstrarem situação de melhora, o desemprego apresenta cenário ruim. Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o tempo médio para o brasileiro encontrar um emprego já chega a 14 meses, maior do que o último levantamento, feito em 2016, quando a pesquisa registrou tempo médio de 12 meses.

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O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, explica que o desemprego, que atinge atualmente 12,3 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um dos últimos indicadores da economia a reagir por conta de problemas no mercado de trabalho, que, em períodos de crise, tende a se concentrar em oportunidades sem carteira assinada.

“Tudo aponta para um cenário de recuperação no mercado de trabalho, mas este ainda é um movimento tímido e que, no momento, permanece concentrado na informalidade”, avalia Pellizzaro. “As pessoas sabem que não podem ficar esperando em casa pelo reaquecimento do mercado e por isso buscam por alternativas de sobrevivência”, conclui.

Perfil e dados gerais

O estudo mostra o seguinte perfil dos desempregados: 59% são do sexo feminino, com média de idade de 34 anos; 54% têm até o ensino médio completo e 95% pertencem às classes C, D ou E. Entre os que já tiveram um emprego, 34% atuavam no segmento de serviços, enquanto 33% no setor de comércio e 14% na indústria. A média de permanência no último emprego foi de aproximadamente dois anos e nove meses.

Em 56% dos casos, os entrevistados afirmam terem sido desligados da empresa, mas outros 17% garantem ter pedido demissão e 14% alegam que foi feito um acordo. A maioria dos que foram demitidos alega causas externas, principalmente ligadas à crise econômica, como redução de custos por parte da empresa para lidar com os efeitos da crise (35%), redução da mão de obra ociosa (12%) e o fechamento da empresa (11%).