Alibaba supera Amazon em briga por espaço no mundo off-line

A Amazon concentra atenções no Ocidente, mas a Alibaba avança a passos largos do outro lado do mundo e lidera a corrida para digitalização do varejo físico

Crédito: Shutterstock

Todos os estudos apontam para a predominância das lojas físicas no varejo ainda por um tempo considerável. Sabendo disso, as gigantes do varejo mundial estão apostando na transformação digital de suas lojas físicas. Inclusive as redes que nasceram na internet, como a americana Amazon e a chinesa Alibaba.

A Amazon deu seu primeiro grande passo na conquista do varejo físico na aquisição da Whole Foods no ano passado em uma operação de mais de 15 bilhões de dólares. Este ano, a gigante virtual do varejo abriu sua primeira loja sem caixas para o público, a Amazon Go.

Todos os feitos da Amazon para avançar no varejo físico, porém, não conseguem equiparar os feitos da Alibaba. As expansivas iniciativas no varejo físico da Alibaba contemplam desde lojas de supermercado até cafés. A empresa aposta pesado na tecnologia de suas lojas físicas. Cafeterias da rede já operam sem caixas, como a Amazon Go, desde o ano passado. As informações são da CBInsights.

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A rede de supermercados Hema, que pertence ao grupo chinês, tem mais de duas dúzias de lojas em toda a China. As unidades usam um aplicativo que digitaliza os itens, como se fosse o leitor de um código de barra, e permite que o pagamento seja feito on-line.

A Alibaba planeja expandir o número de unidades da Hema em toda a China, incluindo 30 novas lojas só Pequim, até o final de 2018.

Lojas pop-up e cafeterias

Em 2017, a Tao Café, que também pertence à Alibaba, lançou seus pagamentos via inteligência artificial, acabando com as filas. Também no ano passado, a rede lançou 60 lojas pop-up Tmall em dezenas de shoppings na China. As lojas temporárias usam tecnologias como realidade aumentada, códigos QR, além dos pagamentos móveis.

Aposta na experiência

Além dessas soluções, a rede chinesa anunciou que está desenvolvendo, desde o fim do ano passado, um protótipo chamado Tmall Supermart de uma loja completamente automatizada.

Mas não é só em tecnologia que os chineses investem. Atentos à necessidade de expandir suas redes para as regiões mais periféricas e de dar ao grande varejo uma cara de loja de bairro, os pontos de varejo físico da Alibaba imitam a atmosfera de um comércio local. Nas redes de supermercados, os consumidores têm acesso a frutos do mar frescos, cozidos e comidos na própria loja.

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