3 Tecnologias que parecem ficção, mas que já são realidade

A transformação digital não tem a cara que Hollywood quis dar, mas oferece soluções dignas de histórias de ficção científica. E o varejo já opera com elas

Crédito: Shutterstock

O futuro dos carros voadores não chegou. Nem precisa. As tecnologias que estão sendo colocadas em prática hoje mostram que a ciência avança conforme o mercado demanda soluções. Se não vemos carros voando é porque as necessidades dos consumidores são outras. Mas o que está acontecendo no mundo, hoje, em relação à digitalização mostra que, de fato, o futuro chegou.

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Um estudo divulgado pela PwC aponta que o varejo é o quarto setor que mais investe em realidade aumentada, por exemplo. Tecnologia que tende a ser a menina dos olhos dos mercados nos próximos anos. Até 2021, o setor de varejo deve saltar para o primeiro lugar em investimentos nesse tipo de tecnologia, ao lado do setor automobilístico.

Antes disso, porém, o varejo deve apostar em outras tecnologias essenciais para reduzir o número de tarefas repetitivas na mão dos humanos e para melhorar a relação com os consumidores. Kathy Juve, vice-presidente sênior de marketing e desenvolvimento de produtos da Convergys, apontou, ao portal Chain Store Age, as três soluções que estão sendo operadas no varejo e que serão sensação em breve.

1. Assistentes de voz

Por enquanto, os assistentes de voz têm servido para divertir adultos e crianças e iniciar buscas simples no Google Search, por exemplo. Porém, essa tecnologia deve revolucionar, nos próximos anos, a maneira como os varejistas se relacionam com os clientes e vice-versa.

Alexa, a assistente de voz da Amazon, já permite que as empresas recebam e respondam as consultas que os clientes fazem pelos produtos vendidos pela marca. Tudo por voz.

Tecnologias VPA como Alexa e Google Home tiveram um crescimento de demanda de 710% no último trimestre de 2017.

2. Identificação de emoções

Isso aqui parece um pouco as distopias de Huxley e Orwell da primeira metade do século 20. Mas o fato é que empresas já têm dados sobre as emoções que causam dos clientes. Elas criam produtos e serviços com base nessas informações. Uma pesquisa da Forrester afirma que o uso das informações acerca do estado emocional do cliente dá mais resultados que um retorno bem feito.

O programa VoC (Voice of Costumer) diz respeito a ouvir através de dados e análises. Os comentários em sites e redes sociais viram dados e, em seguida, insights.

3. Respostas ao público

À medida que a inteligência artificial avança, ela passará a assumir funções que antes eram dos humanos. Até aí, nada novo. Isso sempre aconteceu ao longo da história. A diferença é que os robôs vão passar a atuar cada vez mais no trato direto com o cliente. Mais do que receber solicitações, os sistemas vão promover soluções baseadas no aprendizado de máquina, ou seja, a memória do robô vai combinar dados e apontar soluções. A ideia é liberar a mão de obra humana para o atendimento mais específico e cognitivamente exigente, para além da capacidade das máquinas e do trabalho repetitivo.

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