Endividamento das famílias sobe em outubro

Sobe o endividamento das famílias em outubro, chegando a 61,8%; situação daqueles sem condições mínimas de saldar seus débitos também agrava

Crédito: Shutterstock

O endividamento das famílias aumentou 2% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2016. A quantidade de famílias inadimplentes chegou a 61,8% no mês passado. Em outubro de 2016, o número era de 59,8%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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O número de famílias endividadas que declaram não ter condições de arcar com suas contas e dívidas também aumentou. Em outubro deste ano, 10,1% das famílias com dívidas declararam não terem condições de pagar os débitos, 0,3% a mais que o registrado em outubro do ano passado.

Em setembro, o número de inadimplentes em condições severas, sem condições mínimas de resolver sua situação, bateu recorde, chegando a 10,9%, o maior patamar já alcançado na série histórica.

 

Tempo médio de endividamento das famílias

As famílias brasileiras ficam, em média, pouco mais de sessenta dias com contas e demais dívidas em atraso. A pesquisa da CNC mostra que também houve piora no tempo que as famílias estão demorando para cobrir seus débitos.

O prazo de endividamento médio, ou seja, o tempo que as famílias levam para saldar suas dívidas, subiu para 63,8 dias em outubro de 2017. No mesmo mês do ano passado, o tempo para saldar as dívidas era de 62,9 dias na média.

Dívidas que duram mais de um ano atingem cerca de um terço das famílias brasileiras. Entre as endividadas, quase um quarto (24%) destinam metade da sua renda para a quitação de contas e dívidas em atraso.

 

Cartão de crédito

Essa modalidade segue sendo o principal vilão do endividamento das famílias. O cartão de crédito é a maior fonte de dívidas para 76,7% das famílias inadimplentes. Em seguida está o carnê, atingindo 16,7%. O financiamento de carro ocupa o terceiro posto entre os principais motivos de endividamento, com 10,2%.