Conheça algumas das estratégias da Netshoes para a Black Friday

Netshoes prepara “operação de guerra”, com contratação de temporários, setor de estoques funcionando 24 horas e virada dos funcionários na Black Friday

Foto: reprodução

A Netshoes, e-commerce de produtos esportivos, montou uma “operação de guerra” para a Black Friday. Os colaboradores da marca farão uma maratona de vendas durante a madrugada, a partir das 0h desta quinta, 23, para atender o consumidor.

“Todo mundo está vestido de preto, para entrar no clima”, conta Gabriela Garcia, CBTO (Chief Business Transformation Officer) da empresa. A Netshoes começou suas promoções desde o início de novembro, batizada de “Black November”. Uma das principais ações da empresa na Black Friday foi a contratação de 750 funcionários temporários para trabalhar durante o período.

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Foi criada também uma “war room” no setor de TI. A ação tem para garantir que o site funcione com regularidade e para evitar que haja sites que criem usuários falsos com o nome da marca. “Temos a média de 35 mil pedidos por dia na Black Friday o número vai para 100 mil”, conta Gabriela.

Outra estratégia é o funcionamento do estoque durante 24 horas, para atender a demanda logística. “Temos um monitoramento 360, se alguma coisa falhar, não funciona. A gente quer garantir que o consumidor está sendo bem atendido, é uma guerra feliz”, completa a executiva.

Mimos

Os funcionários que participarem da maratona de vendas contarão com benefícios oferecidos pela Netshoes. As equipes que farão a virada da loja para Black Friday terão com pizza à vontade, mesa de snacks, cooler de energético e refri, buffet de finger foods a madrugada toda e kit lanche matinal.

Outros mimos serão massagem e um Workplace (ferramenta de comunicação interna provida pelo Facebook) fazendo cobertura interna das ações: vídeo do CEO para engajar funcionários e integração com as operações Argentina e México pelo canal.

Resultados nas vendas

Essa ação pode ajudar a alavancar as vendas da Netshoes, que foram positivas no 3° trimestre deste ano. No período, porém, a companhia fechou com prejuízo de R$ 47,8 milhões – um montante maior que o registrado no mesmo período de 2016, quando o prejuízo somou R$ 30,3 milhões.

O valor representa 10,7% da receita líquida total da companhia, que foi de R$ 444,6 milhões no período. O maior volume de receita está no mercado nacional. No mercado internacional, a marca conseguiu crescer 8,5%.

 Segundo a Gabriela Garcia, 35% das vendas no ano são no 4° trimestre, impulsionadas pela Black Friday. Para ela, o consumidor brasileiro já entendeu que a Black Friday é um momento bom para comprar. “O mercado brasileiro é forte e o consumidor sabe como comprar”.