Quase 37% dos varejistas têm estoque em alta em SP

Ainda que o número seja alto, o Índice de Estoque da FecomercioSP caiu pelo terceiro mês consecutivo e a entidade revisou suas expectativas para o ano

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O número de varejistas com estoques altos caiu pelo terceiro mês consecutivo em São Paulo, aponta o Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em junho, 37,5% dos empresários estavam em situação de excesso enquanto em julho o resultado foi de 36,8% (uma queda de 0,8%).

Ao mesmo tempo, houve retração de 2% na quantidade de varejistas que apresentam estoques abaixo do adequado, passando dos 15,6% em junho para 13,6% neste mês.  Dessa forma, a proporção de empresários com estoques adequados subiu 2,8%, indo de 46,9% para 49,7%.

Por mais que a adequação do estoque esteja reagindo, a proporção ainda está bem abaixo dos 57,9% registrados em julho de 2015. A proporção de empresários com estoques acima do desejado também está 8,8% acima do resultado apresentado no mesmo período do ano passado.

O índice passou de 93,8 pontos, em junho, para 99,3 em julho, uma alta de 5,9% no período. Porém, na comparação com o mesmo período de 2015, a retração foi de 14,3%, quando foi registrado 115,9 pontos na análise. O IE capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.

A entidade analisa que a terceira queda consecutiva na proporção de empresários com estoques elevados é positiva. Ainda que esteja cedo para afirmar que o cenário definitivamente melhorou, diversos dados sugerem que o pior momento está ficando para trás e não apenas por conta dos resultados de julho, mas também pela conjunção de dados extraídos das diversas pesquisas elaboradas pela FecomercioSP. As perspectivas de investimento e de vendas estão um pouco melhores e a inflação em queda, o que sugere uma possibilidade real da retomada da atividade econômica no País.

As expectativas para 2016 eram negativas, mas mostraram evolução nos últimos três meses. O cenário tende a melhorar na medida em que as políticas de equilíbrio macroeconômico forem sendo implementadas e, com isso, mais empresários se encorajem a investir no Brasil, gerando emprego, renda e aquecendo a economia e o consumo.