GfK: o consumo de bens duráveis e as perspectivas

As mudanças no comportamento do consumidor impactaram o mercado no geral. Confira os números desse impacto no setor de bens duráveis

Caroline Carvalho

Com a crise econômica e a consequente mudança no comportamento do consumidor, o varejo viu seus números caírem – em alguns casos, bruscamente. Segundo Claudia Bindo, diretora de Novos Negócios GfK, em 2013, a América Latina caiu 29% no consumo de eletrônicos, muito empurrado pelo Brasil. “Mas existe uma tendência de estabilidade para este ano e de crescimento para 2017”.

Além disso, ainda segundo ela, com a crise energética, o consumidor ficou mais racional com o gasto da conta de luz, por isso, o setor de ar condicionado foi um dos que sentiu profundamente a queda nos números. “Os preços subiram por motivo cambial e inflação”.

“O consumidor tá cauteloso, preocupado. Mas é esperado quando vemos o aumento dos preços, isso vai ter impacto. Ele precisa racionalizar onde vai investir e onde vai gastar com mais cautela”.

Claudia conta que, por meio da Shopping Brasil, empresa que mede anúncios, a GfK fez uma análise na quantidade de produtos anunciados. O número de anúncios caiu em torno de 6% nos primeiros cinco meses deste ano, comparado ao ano passado. “Quando eu tenho um anúncio com pagamento a vista, o resultado caiu, então o varejo começou a dar opções para o consumidor comprar. É a volta ao parcelado”.

Consumo em números

Segundo pesquisa da GfK, o consumo de smartphone sempre aumenta nas mesmas datas, como Dia das Mães. “Algumas categorias já começam a apresentar mudança. O que muda bastante é o ticket médio, que aumentou de 609,00, no ano passado, para 876,00 esse ano para consumo de aparelho celular no Dia das Mães”, conta Claudia.

No País, 18% é o número de pessoas que compram online. O mercado online registra um preço médio 59% acima das lojas por conta do sortimento, ao contrário do que grande parte das pessoas diz.

Em um estudo, a GfK perguntou aos consumidores quais as redes varejistas ele conhece e compra. Das 20 redes citadas, todas têm atuação no e-commerce. “O universo ‘compro na loja física e no online’ está interligado”, finaliza Claudia Bindo.