68% das empresas brasileiras adotam home office

Estudo mostra que prática de home office ainda é recente no País, mas tem crescido. Apesar disso, porcentual está abaixo de outros países. Veja

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Ter a opção de trabalhar um ou mais dias por semana em casa já é parte da realidade de algumas empresas no Brasil. É o que indica pesquisa da SAP Consultoria. A empresa ouviu 325 companhias de diferentes segmentos e portes, de diversas regiões do País, e mensurou que 68% delas já adotam home office.

O porcentual, apesar de alto, está abaixo do verificado em outros países, como os Estados Unidos, onde 85% das empresas adotam a prática, seguido pelo Canadá 85%, França e Alemanha, mercados onde 77% das empresas utilizam a estratégia de trabalho remoto.

O estudo mostra que o interesse por parte das empresas aumentou. A pesquisa apresentou três movimentos distintos de crescimento da prática em comparação ao estudo de 2014: 50% de aumento no número de empresas que estão implantando a prática, 15% de aumento no número de empresas que estão estudando a implantação da prática e 28% de aumento na formalização da prática.

A pesquisa revela que a adoção do home office ainda é recente no País: 80% das empresas que adotam a prática implantaram a mesma nos últimos cinco anos.

Para 71% das empresas pesquisadas, a adoção da estratégia permite um “gerenciamento baseado em resultados, ao invés da presença física”. Para elas, os principais ganhos obtidos com a implantação da prática foram produtividade (54%) e aumento da satisfação e engajamento de colaboradores (85%).

As empresas que adotam o home office esperam dos colaboradores nível de independência (80%), aspectos tecnológicos (58%), compreensão de seu trabalho (54%) e produtividade (51%). Em mais de 80% dos casos, o home office é utilizado para a atração e retenção de colaboradores, além de permitir a otimização dos processos internos.

Já entre as empresas que não adotam a prática, 90% delas dizem que as principais barreiras de implantação estão relacionadas à cultura da empresa, segurança das informações, aspectos legais, gestão de atividades e aspectos tecnológicos e de infraestrutura.